quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Tretas e embustes



O QUE SE PREPARA

Não tenciono comentar a impostura que por aí se chama "reforma do Estado" e que sempre começa com a redução das pensões dos reformados, porque é mais fácil e, com a possível excepção do CDS, não prejudica muito os partidos. Não se tocou, por exemplo, na administração local, porque a administração local continua a ser, para o PS e o PSD, uma base de recrutamento e a máquina indispensável para se financiar e ganhar eleições. Claro que o movimento da população para o litoral, o manifesto custo de 308 câmaras, na maior parte sem qualquer espécie de utilidade, e a megalomania dos políticos da província exigiam medidas drásticas. Mas como se iriam então aguentar as "concelhias" que são em Portugal a única e precária raiz dos partidos que formam e sustentam o regime vigente?
De qualquer maneira, a redução geral da despesa do Estado, que a troika impõe ou vai impor, implica uma revolução violenta nos costumes que se estabeleceram desde o "25 de Abril". O pagamento dos "militantes", que se fazia em "negócios", subsídios, num ocasional lugar no Parlamento e, sobretudo, em carreiras favorecidas na função pública, não consegue com certeza sobreviver ao desaparecimento dos dez mil milhões que gastávamos regularmente a mais. Mas ficam, em princípio, o programa e a ideologia de cada partido? Não ficam. Tirando o Bloco e o PC, que só valem para o protesto e o desabafo, nada de essencial distingue o PSD, o PS e o CDS. Há ainda, como é óbvio, o que numa nojenta metáfora futebolística os aficionados descrevem como "amor à camisola".
Só que nenhum "amor à camisola" resiste à derrota ou à decadência de um clube ou de um partido. Quando se perderem as vantagens da fidelidade ao PS e ao PSD, pouca gente os levará a sério. O futuro não está ou voltará a estar neles. Têm de se procurar outros caminhos para sair do desemprego (principalmente, quando se é "jovem") ou para não deslizar pouco a pouco para a miséria: a emigração, claro; a pequena empresa; o raríssimo lugar numa multinacional; ou a resignação ao trabalho precário, que tanto excitou neste Verão os srs. ministros. Seja como for, os partidos, que já ninguém estima ou leva a sério, acabaram no ar, sem uma verdadeira ligação à sociedade. O espectáculo da eleição para a Câmara do Porto é já um bom sintoma do que se prepara: o caos.

Vasco Pulido Valente - Público

Somos todos alemães


Setembro está à porta e ao fundo do túnel fica a chancelaria. Luciano Amaral

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O assunto é televisão



Há momentos para tudo, ou que se aproveitam de tudo. Inês Teotónio Pereira

Importância de ter opinião


Lourenzo Carvalho foi entrevistado na sexta-feira durante o noticiário da TVI

Andam todos ao mesmo, os que acusam e os que defendem. O que é preciso é aparecer e achar qualquer coisa.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O papel de Cavaco



Os portugueses estão a fazer a sua parte. Agora é a vez de quem os lidera de impedir o País de ficar desgovernado. Os que são e os que venham a ser governo.

Descompor banalidades



PORTUGAL DESCANSADO

O dr. Pedro Passos Coelho foi ao Pontal, lugar sagrado da sua seita, onde se aliviou de um emaranhado de frases sem ordem, sem clareza e sem gramática. Parece que o nosso querido primeiro-ministro confia nas suas qualidades de improvisador e não se dá ao trabalho de escrever os discursos com que pretende informar os portugueses. Os portugueses ficam na mesma; e os comentadores de jornal ou de televisão tentam depois (e nem sempre conseguem) extrair algum sentido do que o cavalheiro disse. Anteontem, pareciam bruxas à volta de um endemoninhado. Nem o próprio público jantante o percebeu. Quase que não se ouviram palmas naquela audiência tratada a arroz de pato e muito bem sentada em cadeiras de um hotel qualquer. Se aquilo é um partido político (e eles juram que sim), não sei o que sucedeu à política.
As competências da nova raça que ultimamente chegou ao poder (com ou sem uma licenciatura reconhecida e "normal") não vão além de um certo talento para a intriga e as relações públicas, do servilismo indispensável à sua eventual promoção e de uma raiva indiscriminada e automática a quem lhes pede um módico de responsabilidade ou lhes põe um obstáculo incómodo. A iliteracia é a sua qualidade comum. Sexta-feira, Pedro Passos Coelho falou como um exemplar típico desta gente, ou seja, como presidente da JSD. Tanto quanto consegui compreender, este presidente da JSD, que inteiramente por acaso manda em Portugal, acha que a leve aragem económica que no segundo trimestre passou pelo país confirma a subtileza e a correcção da sua política. Qualquer pessoa com um ou dois neurónios percebe a loucura de comunicar à populaça uma enormidade tão falsa e tão ridícula. Passos Coelho não percebe.
Verdade que ele não se esqueceu dos "riscos" que ainda nos separam da felicidade e claro que ele não tem nada a ver com os ditos "riscos". Há o "risco" de a "Europa" não "crescer". Há o "risco" de o Tribunal Constitucional armar por aí outro sarilho. Há o "risco" de os ministros se atrapalharem com a "execução" do Orçamento. E há também uma dúzia de "riscos" menores, como manifestações da esquerda que desfaçam a nossa perfeitíssima "coesão social". O dr. Passos Coelho anda a levar uma vida perigosa, no meio de inimigos que lhe querem mal. Mas, num assomo de grande coragem, lá acabou por desembuchar os dois recados que o tinham arrastado para o Pontal. Eram eles: que, mesmo que "perdesse" a guerra das câmaras, não saía do Governo; e que, apesar dos pessimistas (suponho que do partido), ele ia com certeza ganhar a guerra das câmaras e, portanto, não saía do Governo. Portugal adormeceu descansado.

Vasco Pulido Valente - Público

domingo, 18 de agosto de 2013

Lisboa como única certeza



O desastre eleitoral que se aproxima. Afinal quem vai sair em pior estado? Uma luta na pior altura que promete mobilizar fiéis. Nicolau Santos

Que dependência de Berlim



Como diria Herman, Ângela é que é a presidente da Junta. E não vale a pena esperar que muito se altere com o êxito ou o fracasso da Chanceler, nas eleições alemãs do próximo mês. Paulo Pinto Mascarenhas

sábado, 17 de agosto de 2013

Perfis falsos nas redes sociais


Por enquanto que se saiba, ainda nenhum escritor célebre quis passar por anónimo no Twitter. Carla Hilário Quevedo

Dizer não às anedotas



Primeiro as pessoas tão dedicadas ao serviço público, as que recusam não cumprir todos os mandatos permitidos, mais as que teimam em contornar a lei e foram pregar para outra autarquia, toda essa gentinha que se dedica a servir-se da coisa mas que não se servirá do voto de muitas criaturas. Alberto Gonçalves   

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Boa ideia para falar futebolês



Quem defenda místicas, paixões, orgulhos, nações, não pode deixar de apoiar uma revolução completa na coutada da bola dos nativos. Para não ser mais um dos lampiões ou morcões... Ir à bola em família.

Realidade cá dentro e lá fora



Regresso ao Pontal em 2013 para confirmar previsão feita há um ano, o tal disparate que parece ter deixado de ser. Agora, o que nada convinha ao País era o alvoroço das autárquicas até finais de Setembro. Pedro Santana Lopes

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Portugal também já cresce



Quando o crescimento surpreende, acima de todas as previsões, nas principais economias europeias. Nicolau Santos

Europa dos vícios



ESTAMOS SOZINHOS

Não há conversa pública ou privada que não chegue à mesma conclusão: quer queira, quer não queira, a Europa tem de nos salvar. Mas como? Financiando generosamente, e por interesse próprio, o desastre em que nos metemos. Por outras palavras, pagando a dívida, ou boa parte dela, reduzindo as taxas de juro e, talvez por caridade, investindo na nossa desgraçada economia. O pessoal político (incluindo os comentadores) percebe que essa nossa putativa benfeitora não anda bem, para não dizer que anda muito mal. Mas não percebe porquê. Para uns, porque Delors e Kohl foram substituídos por gente menor; para os socialistas, porque a direita manda; e para o cidadão pouco informado por causa da infinita maldade da sra. Merkel e da fraqueza do sr. Hollande.
Mas ninguém se pergunta se a Europa pode de facto ser "solidária" (para usar a expressão comum). O que não deixa de ser curioso, porque, entregue a si própria, ela nunca o foi. O famoso século de paz, que precedeu a I Guerra, não se distinguiu pela sua cordura e, no fim, era um impossível novelo de suspeitas, de manobras, de ambição e de conflito, que em 1914 ninguém conseguiu impedir que explodisse. Pior ainda, só a intervenção da América impediu que a matança continuasse indefinidamente ou se resolvesse por exaustão ou simples miséria. Sucede que a América (o Congresso americano) se recusou a tutelar a Europa arrasada e ressentida de 1918 e voltou ao isolacionismo. É sabido o que sucedeu depois: do império hitleriano ao império de Estaline, o horror prevaleceu durante 40 anos.
No extremo ocidental, a América e a Inglaterra, com exércitos de ocupação, impuseram uma certa ordem e algum crescimento e a Europa até se julgou curada da sua velha história e um cúmulo de virtudes que o mundo devia imitar e venerar. Infelizmente, o colapso da URSS (e do comunismo em geral) desinteressou a América da Europa e esta Europa de hoje recaiu na competição e na mesquinhez do passado, sob a sombra da Alemanha que redescobriu sem vergonha ou remorso as suas pretensões de hegemonia. A moral é clara: sem a influência (e o domínio) de uma potência que a ponha na ordem, a Europa reverte aos seus vícios. A "solidariedade" (linda palavra) não existe e menos para nós que não pesamos nas conversas dos "grandes" com os seus vassalos. Estamos sozinhos e sairemos, ou não sairemos, sem qualquer ajuda.

Vasco Pulido Valente - Público

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Requalificação de tanta coisa



Na Praia da Coelha e com o Coelho Pedro por perto, mantém vigilância à mosquitada algarvia. Cavaco e reflexões, leituras, sonecas. Quanto aos quebra-cabeças, o Tribunal Constitucional está lá para averiguar o que deve. Falta saber se voltarão a servir mais do mesmo. Bruno Proença

Mundo da nossa gente



Portugueses que vivem e sentem longe de Portugal. Palavras e nações.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Estado a que isto chegou



Há dias, um caso perdido do jornalismo indígena decidiu que a mania do Governo em promover briefings regulares é um exercício fascista, na medida em que visa o controlo dos media. Não vou cair no ridículo de sugerir ao tal caso perdido que se informe um pouco mais sobre o estilo do regime de Mussolini. Limito-me a constatar que os briefings em causa de fascistas não têm nada; de inúteis têm imenso... Alberto Gonçalves

Portugal tão portugês



O "NOVO CICLO"

Passei as férias, como compete à minha idade e à minha condição, a ler e a dormir, sem pôr um pé na rua. Assisti à trapalhada política que tanto comoveu o país de muito longe: alguns jornais com o café da manhã, uns minutos de televisão (normalmente sem som), os dois discursos de Cavaco e pouco mais. Acabei por concluir que, no fundo, não aconteceu nada. Uma vulgaríssima zaragata no Governo, conversas sem sentido com o Presidente da República, a obrigatória tentativa de conciliação das partes e no fim as mesmas caras a dizer o que sempre disseram e que toda a gente já sabe de cor e um estreante (parece que prometedor). Na essência, as coisas não mudaram e não mudarão tão cedo. É isto a vida habitual de uma democracia parlamentar à moda clássica. 
Se o país se entusiasmou, foi porque se julga em crise. Ora se em 2011, quando de repente se descobriu a extensão da nossa miséria houve uma crise, agora não há crise nenhuma, há o longo processo do nosso empobrecimento que nem Cavaco, nem os partidos conseguirão parar. Durante anos, se tivermos sorte, veremos o espectáculo patético de um governo a sair e outro a entrar, excitando os comentadores e deixando os portugueses cada vez pior. Os portões de Belém vão abrir e fechar como nunca abriram ou fecharam antes. Cá fora, a gritaria irá diminuindo. Não existe grande risco para o regime, porque não existe qualquer alternativa: ninguém hoje acredita na República, no comunismo ou na ditadura. De resto, o Exército, profissionalizado e pacífico, não é capaz de um verdadeiro "golpe" e menos de tomar conta dos sarilhos correntes.
Só o colapso da Europa e a devolução à força da nossa soberania podem eventualmente produzir aqui perturbações de consequência (uma inflação descontrolada, por exemplo). Mas também na Europa não se podem esperar acontecimentos dramáticos. A decadência dessa extraordinária utopia será por natureza intermitente e lenta e dará tempo para cada um se ajeitar segundo o seu gosto. É claro que a nossa tendência para a asneira não irá miraculosamente desaparecer; e que o "povo" com certeza que descerá à "rua", sem saber o que quer, nem perceber o que pede. Não importa. O nosso velho conservadorismo, que até persiste em se agarrar a Pedro Passos Coelho, não gosta de excessos. E o que sucede em Portugal, por definição, é português.

Vasco Pulido Valente - Público

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O pitbull Zico virou Mandela



Em nome da liberdade e da esperança, é assim que se homenageia uma figura como Nelson Mandela? Estranha forma de reparar injustiças. Como se vai expandindo o zoológico. João Pereira Coutinho

Dogmas por demais evidentes



Há duas formas de ser conservador: ser tradicionalista porque sim, ou querer conservar princípios e valores que são inalteráveis e independentes de circunstâncias, modas ou dos tempos. Defender valores absolutos que, por definição, são alheios ao relativismo dos acontecimentos... Inês Teotónio Pereira

domingo, 11 de agosto de 2013

Ao som de bombos na 'manta rota'



A democracia norte-americana possui um bom instrumento que deveria ser copiado pelos governos portugueses: o Senado, uma das duas Câmaras do Congresso, tem competência para confirmar os membros do Governo que um Presidente pretende nomear. Só que por cá, qualquer ministro pode nomear um amigo ou conhecido para colaborador sem se preocupar com a análise das condições políticas para o exercício do cargo. É mau, muito mau. E por falar em "qualidades" da democracia norte-americana, veja-se como, no caso Snowden, parece ser Putin quem defende o direito das pessoas à liberdade. E como a Administração Obama desencadeia uma oportuna reacção a um eventual ataque da Al-Qaeda que estaria a ser preparado às suas embaixadas. Enfim, no mundo da informação, o acreditar, e a fé, ainda têm o seu espaço... João Marcelino

Bem me queria parecer



Fim-de-semana de verão Praias cheias e muitos mergulhos no mar, segundo a cultura balnear. Façam xixi à vontade.

sábado, 10 de agosto de 2013

Ver Cinema



"A Gaiola Dourada" - uma comédia portuguesa. Carla Hilário Quevedo

É de 'swaps' que se trata?


vai-tomar-cu

Nem a canícola relaxa as criaturas... Tudo prá bicha, uns atrás dos outros. Basta de circo. João Pereira Coutinho

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Em Angola é de se ver negro




O ouro negro angolano sempre deu e dará para todas as coisas: para acudir aos falidos; para enriquecer os nativos; para contentar a indigência. Tudo inundado pela corrupção... E como pôr termo à enxurrada? O domínio é vasto e a tarefa imensa. Angola da corrupção espera por ti. Força bravo lutador

Se não fazem falta fósforos


Abaixo os eucaliptos, vegetais ou animais, secam tudo. Sejam do CDS ou do PSD - bons eram os do PS quando Sócrates era o maior no Ambiente (quem não se lembra do Freeport ambiental). Não haverá nada mais em que pensar

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

De fora a hipocrisia



Quando a coisa é vista como um sentido "lavar de alma", apenas com a esperança de poder estar a contribuir para que o Porto saia vencedor nas próximas eleições autárquicas... Paulo Baldaia

Menos dor do que mais dói

Não estavam a contar, mas as boas notícias estão a chegar. Henrique Raposo

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Contra os criadores e as criaturas



Para meter na ordem o indígena imbecil: todas as pessoas que circulem por zonas públicas sob efeitos do álcool e das drogas, com animais potencialmente perigosos, serão punidas mais severamente. Compreende-se mas pergunta-se: se forem carrapatos, caracolas, lontras ou lobos, a preocupação não é com a bicharada que anda pela trela. Bem mais perigosos são os energúmenos que seguram na dita trela, estejam mais sóbrios ou menos ébrios, andem de duas ou de quatro, com ou sem açaime, usem óculos ou boné. Quem nos acode! Pelo fim das pragas.

Sem quaisquer lições de moral


O secretário de Estado do Tesouro alvo de fogo cruzado é Pais Jorge, um técnico

Pedido de demissão. O secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, envolvido na polémica dos contratos de 'swap', anunciou hoje que apresentou a sua demissão do cargo. Depois de mais estas trapalhadas iguais a tantas outras, foi a saída mais sensata para evitar maior desgaste noutros membros do Governo. E nada mais do que isso. Nicolau Santos

terça-feira, 6 de agosto de 2013

De candeias às avessas



Como não interessam as supostas razões "pessoais" da antipatia entre o dr. Menezes e o dr. Rio, importa atender a duas maneiras de ver o mundo e a política, num caso mais cara, mais baratinha no outro. O dr. Menezes acha ou actua como se o desígnio dos agentes políticos, por natureza sábios, fosse oferecer coisas ao cidadão comum, ainda que se trate de coisas compradas com o dinheiro do cidadão comum, que o cidadão comum talvez jamais escolhesse. De modo a alcançar tão elevados e dispendiosos fins, o dr. Menezes não olha a meios: impostos, fundos, dívidas, tudo serviu para transformar Gaia no que o dr. Menezes quis que Gaia fosse. Excepto, pelo menos às vezes, no Porto. O dr. Rio conquistou por três ocasiões a autarquia com um programa, e uma conduta, de respeito pelo cêntimo alheio, de recuperação das estraçalhadas contas que herdou e de genérica noção de que não lhe competia imiscuir-se na vida das pessoas. Parco em despesas, o dr. Rio até comprou um conflito com o maior clube da bola local, habituado a benesses e salamaleques diversos (o dr. Menezes cedeu ao clube uma considerável área para treinos, disfarçada de "fundação"). Não fora uma irritante propensão para, anualmente, semear o pandemónio no trânsito a troco de populares corridas de carrinhos, o dr. Rio teria sido um autarca perfeito... Alberto Gonçalves

Prevenção das bebedeiras

Brindemos pois por todo o disparate que pertença ao anedotário indígena. E encontraremos razões para emendar bebedeira atrás de bebedeira. Até não poder mais

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Segurar na tampa



Importante mesmo é aquilo de que não fala. Que queriam que uma mãe dissesse? Helena Sacadura Cabral 

Artes e manhas dos limpinhos


Provedor do Leitor

Óscar Mascarenhas usou a coluna do provedor dos leitores no DN para criticar Poiares Maduro e Pedro Lomba. Para o jornalista-provedor, estes membros do Governo encarregados dos briefings diários, são “herdeiros de Relvas", uns "aldrabões”, com eles “o fascismo deu um passo em frente". Para alguns especialistas que já exerceram as mesmas funções, o actual provedor do DN ultrapassou as suas funções. Vicente Jorge Silva, ex-director do "Público", é taxativo: "A função de um provedor do leitor não é fazer comentários sobre o que um governo faz, mas comentar a maneira como os jornalistas trataram os factos ou reflectir sobre as críticas dos leitores." É no que dá entregar missões destas ao cuidado de controleiros.

domingo, 4 de agosto de 2013

Esquecer as agruras da vida



Tanto sentimento, para depois carregar com as responsabilidades da câmara e do sucedido na estrada. Mais um Gaspar que se retira. Era peso demais para um candidato e para a resistência da árvore.

Maldito "bunga bunga"



Portugal não tem Berlusconi, mas tem, à escala, Isaltino Morais, que se arrisca a ser eleito presidente da Assembleia Municipal de Oeiras apesar de estar a viver no mesmo condomínio de Vale e Azevedo. Será, caso aconteça, outro belo exemplo ocorrido no Sul da Europa... João Marcelino

sábado, 3 de agosto de 2013

Pela interdição da sobriedade



Elogio da bebedeira: "Como o seu trabalho não é agradável, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais" (in Acordão do Tribunal da Relação do Porto). "Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses".

Festival de Vilar de Mouros



Como tudo começou, há 42 anos, por estes dias de Agosto...

 

...o regresso 11 anos depois com a melhor edição de sempre. 



Para mais tarde continuar com festivais anualmente, até à antecipada paragem por saturação. O Festival de Vilar de Mouros não nasceu vocacionado para realizar espectáculos musicais cada ano. Desse género de festivais, o Alto-Minho já tem do que pelo país há de melhor: em Paredes do Coura. Enquanto isso, Vilar de Mouros aguarda pela nova edição.      

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

As guerras de Rui Rio



Eis o PSD no seu melhor, o dos conspiradores e das traições. O saco-de-gatos que todos conhecem. Desta vez é Rui Rio quem recupera a marca registada do nortenho provinciano e mesquinho, a pretexto de desavenças pessoais tacanhas. Volta a exibir o seu lado rude atirando a torto e a direito, em todas as direcções onde vislumbra sombras. Em tempo breve confirmará que acaba de iniciar a saída de cena. Nada lhe irá correr de feição.

Ainda atolados na porcaria



Aparentes tréguas no recomposto Governo. Agora procura retomar o fôlego com o anúncio de um novo ciclo (coisa estranha essa) enquanto surgem alguns sinais positivos que podem indiciar uma inversão da fase recessiva. Nada que garanta a retoma efectiva e substanciais alívios na fustigadora crise que teima em sacrificar os débeis nativos. Não vai ser fácil abandonar o fundo do poço

O tuga "caixa negra"



Estão de volta os entendidos no TGV dos sonhos. O melhor dos maquinistas de alta velocidade no país em linha de via reduzida. Temos quase tudo, só nos faltam os comboios e uns trocos para viajar. Maldita ferrovia

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O elementar da crise



PSD resiste à crise e mantém-se colado ao PS

É a normalidade ibérica que está de regresso, para mais sossego em tempo de férias. Primeira conclusão: Nós por cá bem próximos do equilíbrio de forças que se tem consolidado no país vizinho. A bem da maturidade democrática, é bom que se diga. No que nos diz respeito, poucas dúvidas. Qualquer das principais alternativas de poder político pode afirmar o mesmo: isto não são favas contadas!

Colunista em Portugal e no Brasil


"Se calhar sou europeu por morbidez"

"Se calhar, sou europeu por morbidez. Quando estou fora do cemitério, sinto saudades dos nossos fantasmas." João Pereira Coutinho na Folha de S. Paulo

Vale a pena perceber



Chegada a época de ir para férias, convém notar que no País mudaram coisas que não se contava fossem alteradas. Apesar de parecer que nada mudou, no agitado mês que acaba de terminar, não houve semanas perdidas. Nesta altura em que os portugueses aproveitam para descansar, o Governo tem de aproveitar para recuperar... José Manuel Fernandes