sábado, 15 de junho de 2013

"Pelo emprego público garantido"



Hoje, a casta dos sindicalistas vai sair à rua para manter o bando mobilizado nos dias de greve aos exames, e com gritaria, tentar convencer a populaça das suas nobres razões. Aos professores já nem as garantias de outros funcionários públicos lhes bastam. Querem continuar com um conjunto de privilégios inadmissíveis. E porque vale tudo, esta greve é uma chantagem indigna que só prejudica os utentes e desafia o governo. Afirmar que é luta pela escola pública é uma trapaça. José Manuel Fernandes.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Só coisas pouco maçadoras



A chamada agenda política partidária está confinada aos domínios mediáticos. Por aí se massajam em sessões continuas umas quantas criaturas residentes, dedicadas às grandes causas de ruptura, a delírios e loucuras da modernidade irresponsável. Tudo o mais que faça parte do real quotidiano, decorrente da crise em que mergulhou o País, continuará a ser um amontoado de exigências a fazer aos que carregam as obrigações do Estado, ornamentado com apupos e vaias. Helena Matos.  

Professores usam alunos para boicote



Com que então o professor não é um funcionário público qualquer... Para que serve o seu estatuto especial? Para manter privilégios e sequestrar exames? Que descaramento.

Entregues à bicharada


São carrapatos, carraças, fauna variada. Apareça quem faça limpeza geral e desinfeste o grémio. O futuro não promete nada de bom . Ai Jesus! 

Talvez variando de género



O PAÍS DAS MARAVILHAS

A Constituição de 1976 foi fabricada em circunstâncias que todo o país conhece, isto é, em circunstâncias em que nunca deveria ter sido feita. Depois disso, várias revisões tentaram remover o lixo que lá tinha deixado o PC, o PS e genericamente o ar do tempo. Primeiro, o PS concordou em retirar a tutela militar, de que desde o princípio não gostava, e que impedia terminantemente a nossa gloriosa entrada para a "Europa". E, a seguir, já com Cavaco no poder, as nacionalizações deixaram de ser sagradas. Mas continuaram na Constituição os vícios que a maior parte dos políticos achava necessários para evitar os defeitos do Constitucionalismo Monárquico, da I República e da Ditadura; e para construir um regime equilibrado, com um executivo duradouro e estável.
Para começar, por causa da antiga influência do rei e da autocracia de Salazar, Portugal escolheu um semipresidencialismo, em que o Presidente ficou quase sem poderes, excepto o poder de dissolver a Assembleia, sempre um acto arriscado e, em trinta anos, raramente exercido. Em segundo lugar, por causa da fissiparidade dos partidos na I República, a lei eleitoral estabeleceu grandes círculos de lista, que não permitiam ao eleitorado saber em quem votava e que favoreciam sem vergonha, como no fim da Monarquia, quem arranjasse mais dinheiro, conseguisse o apoio de instituições influentes (como, por exemplo, a Igreja) ou logo em 1974-75 se houvesse instalado no Estado, particularmente nas câmaras. Sem surpresa, os partidos passaram a mandar e o centro da política depressa se fixou na intriga interna que continuamente fervia no PS e no PSD. 
E, desta honestíssima maneira, acabou nas mãos de indivíduos, sem espécie de currículo ou competência, que, não se sabe porquê, prevaleciam nas guerras domésticas de uma das seitas dominantes. O sistema não deu, como se conclui agora, um resultado brilhante. Mas persiste um horror mudo à ideia de um Presidente, chefe do Estado e do governo, eleito pelo povo e removível de quatro em quatro anos, pessoalmente responsável por um programa e com a força suficiente para impor a reforma da administração (central e local), da justiça, das finanças, da fiscalidade e dos serviços ditos sociais. Um homem com experiência e prestígio, suficientemente examinado não nos serve; um homem promovido pelas "bases" de uma facção qualquer, com a sua fraqueza e os seus compromissos, é a garantia de que a anarquia mansa em que vivemos persistirá.

Vasco Pulido Valente - Público

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Bar no urinol


A imagem que a modelo divulgou nas redes sociais

Viva lá a diversidade, pois então. Vivinha é sempre melhor. Viva tudo o que queiram e como queiram. Assim mesmo é que se faz. Viva!

Naturezas e greves




Para quem conheça o meio escolar e o que caracteriza a relação pedagógica, não faz qualquer sentido pôr em causa, com uma greve, todo o esforço dum ano escolar. Ao submeter alunos em final de curso à incerteza da realização de exames nas datas previstas, os professores retiram importância, seriedade e rigor às avaliações finais, enquanto desvalorizam e desrespeitam a formação e a aprendizagem. Se é com esta leviandade que justificam os excessos paternalistas com que tantas vezes dizem proteger os seus meninos, é melhor que nada mais acrescentem ao embuste. Os professores podem ter muitas razões para protestar, podem ser acusados de muita coisa injustamente. Mas no fim de tudo, o que se espera deles é que sejam responsáveis. 
Ninguém desconhece a verdadeira natureza da greve e o direito de a convocar e exercer. Mas são também conhecidos os critérios utilizados pelos sindicatos e pelos professores para programar paralizações. Quase sempre, para ocasiões que melhor bloqueiem os serviços, com o menor número de grevistas. Não se esqueça que basta faltar um professor para inviabilizar as avaliações das turmas em que leccione. Daí ser uma boa exigência da tutela, convocar todos os professores da escola para eventual chamada ao serviço de exames. Ou fazem greve em massa e obrigam à repetição de exames, ou será possível realizar a maior parte das provas previstas. O que não invalida a perturbação inadmissível da conclusão do ano escolar. João Pereira Coutinho

Enquanto não somos a Grécia


O serviço público de televisão na Grécia é em tudo idêntico ao serviço português, mas em duplicado - no número de trabalhadores e nos encargos financeiros. De um dia para o outro, o governo grego encerrou a Televisão e as Rádios públicas. Justificação: o plano de ajuda da troika não poderia continuar a dispor de verbas para esse encargo monstruoso. O que restaria da Grécia se actualmente deixasse de contar com o dinheiro de ajuda que recebe cada dia que passa? Por cá não faltam irresponsáveis com apelos à rebelia e agora muito solidários com o povo grego. E o que mais importa, sobreviver? "Para grandes males, grandes remédios". Aqui ou em Atenas

Hoje não é dia de Stº António?



Que infeliz coincidência, dirão as noivas de Stº António. Se por ser dia de festa ninguém espere que se tapem buracos, muito menos é dia para desenterrar cadáveres. Paulo Pinto Mascarenhas  

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Decepção Hollande



Hollande é Presidente há um ano e hoje já não haverá muitos franceses a quem reste ânimo para acreditar nas suas mudanças. Depois da muita expectativa interna e do excessivo entusiasmo com que a esquerda europeia celebrou a sua eleição, resta o desalento. Já ninguém acredita que a França recupere alguma vez as moribundas políticas proteccionistas, nem que contribua para liderar um qualquer novo percurso económico e social dos europeus. Os eleitores costumam perdoar de tudo aos políticos; excepto se fizerem o ridículo. Assim, ficará para a história, mais um pantomineiro, com défice de sensatez, mais um alucinado.

Concentrado de tomate




No 10 de Junho em Elvas não havia qualquer celebração da Agricultura. Mesmo assim o Presidente da República entendeu que devia centrar atenções na produção agrícola. Vai daí, exortou os portugueses para o regresso aos campos. Fez bem e foi oportuno: é o único sector da economia nacional que não foi invadido pelo desemprego. Mais: a mão-de-obra que continua a ser recrutada para tratar das frutas e dos legumes é composta por cidadãos estrangeiros. Os desempregados andam muito distraídos  

Planeta dos animaizinhos



Para quê tanta indignação nacional e internacional? Se algo falhou foi não terem atirado o dono do cãozinho pro relvado, pelo mesma via e com igual rapidez. Não é habitual retirar qualquer intruso dos recintos desportivos da mesma forma? Haja tratamento igual para toda a bicharada. Tenha pelo ou carrapato.
   

Porto do riso é evidente



A manha provinciana nortenha bem representada. Apesar da pequenez, 250 anos depois, os Clérigos continuam a salvo. Manuel Queiroz  

terça-feira, 11 de junho de 2013

Agora é que vão ser elas(es)



As autoridades portuguesas estão dispostas a disponibilizar meios adequados para ajudar nas reformas da Cúria Romana.  Uma comitiva portuguesa de activistas pelas causas fracturantes, ficou entusiasmada com tal missão e ansiosa por seguir viagem até ao Vaticano, assim o Papa Francisco o permita. Finalmente o País poderá ter algum sossego. Como se desejam tréguas. Descansa Portugal.
  

Por onde tem andado o Barão?



Eis a invenção mais recente: "Operação de Correcção do Erro". Com módico de pasmo pergunta-se então: onde é que já ouvimos disto e dito por quem? Ângelo Correia.

Ou acaba assim ou acaba mal


E O PRESIDENCIALISMO?

Sozinho, completamente sozinho, o dr. Cavaco Silva conseguiu arruinar a Presidência da República. A Presidência da República não tem hoje autoridade, influência ou prestígio. O último Conselho de Estado, convocado com um pretexto absurdo e pueril foi - não há outra palavra - ridículo; e só serviu para mostrar aquilo que o dr. Cavaco precisamente queria esconder: a impossibilidade de um compromisso entre o PS e o PSD. Até o comunicado final, preparado em Belém, provocou uma espécie de querela, porque, na sua primeira versão, alterava o que realmente se passara nas sete horas de conferência entre as várias "notabilidades", que na maioria discordaram entre si e quase todas do dr. Cavaco. Mas sem a Presidência como pode o país subsistir com um mínimo de estabilidade?
O Governo é um ajuntamento de tendências. O PSD importou para o Estado a sua guerra civil interna. Na aparência unido, o PS mostra dia a dia a sua intrínseca fragilidade. O CDS, empurrado para a esquerda e para a direita, pela troika e os seus servidores domésticos, não está na situação ideal para definir uma política capaz de unir os portugueses. E a extrema-esquerda persiste em perder o tempo nas suas fantasias de sempre. O regime, na realidade, acabou. O que obviamente não perturba a opinião oficiosa e oficial. O mais preliminar analfabeto, quando lhe falam da nossa falência institucional, faz profissão de fé na democracia e cita devotamente Churchill. Raras são as cabeças que percebem a natureza irremediável do que desde 2011 nos sucede: Portugal não voltará a ser o que era em 2005.
Os patetas de serviço não se calam com a urgente necessidade de "crescimento". Mas não ocorre a nenhum que a condição fundamental desse "crescimento" é a reforma radical do Estado. Por si próprios não meteriam (e não metem) um tostão honesto numa sociedade tão caótica e mutável como a nossa. O que manifestamente os não impede de esperar que a "Europa" e um indefinido e misericordioso "estrangeiro" algum dia o façam. Com um sistema fiscal que muda de semana a semana, com uma justiça que não funciona, com uma burocracia bizantina e com um governo que não manda, o regime na sua actual forma já não existe. E sem ela? Sem ela, existe em hipótese um governo francamente presidencial, escolhido pelo povo, que, da administração local à economia, arrume a casa. Assim é que não é maneira de viver.

Vasco Pulido Valente - Público

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Naturalmente como sublinham


Paulo Fonseca assinou por duas épocas

Quer se trate do F.C.Porto ou do Passarinhos da Ribeira, sejam quais forem as credenciais que apresentem, chamem-se Fonsecas ou Pereiras do norte ou do sul, chegam e partem cheios de orgulho... mesmo que nada mais tenham para juntar. Invariavelmente, umas criaturas singulares, muito profissionais e competentes, muito de todas as coisas, até tudo desaparecer de um dia para o outro. Salvo raríssimas excepções já confirmadas, quem se lembraria de inventar que em Portugal há bons treinadores de futebol?        



Mourinho, pela primeira vez sem portugueses?

Quanto a excepções que confirmam a regra, José Mourinho foi hoje apresentado em Londres como novo treinador do Chelsea. "The Special One" converte-se em "The Happy One". Treinador português não escondeu satisfação por voltar a clube inglês.

Ao fim da tarde na Renascença



Nas comemorações de hoje, o homem do leme virou costas ao mar e avançou por terra dentro. Apontou o caminho a seguir: juntemos as alfaias agrícolas e tratemos da fazenda que mela e grela. Que Deus nos ajude.

Coincidências deste dia


A Colômbia está na moda. E não é só Shakira ou Falcão. É bastante mais e pode ser colombiano aportuguesado.

Dia de quê...?




domingo, 9 de junho de 2013

Morcón versus Lampião




Pinto da Costa é um líder que mete no bolso o chefe da nação benfiquista por presidir ao F.C.Porto. Um clube que subsiste na dependência do S.L.Benfica. Contradição? Nada disso. Apenas questão de liderança com força e de grémio com dimensão. Henrique Raposo.

Bons exemplos em português


Zeinal Bava, português nascido em Lourenço Marques, de famílía muçulmana originária da Índia, retornado de Lourenço Marques após o 25 de Abril, com formação de Engenharia em Universidade inglesa, iniciou carreira executiva na PT-Multimédia, para chegar onde chegou. João Marcelino.

Felicidade e desejo


Os desejos determinam a felicidade. A felicidade é algo que se sente quando a realidade extravasa o que se deseja. José Luís Nunes Martins

sábado, 8 de junho de 2013

Sequelas da doença


Rindfleischetikettierungsueberwachungsaufgabenuebertragungsgesetz - 63 letras tem a maior palavra alemã conhecida que vai desaparecer. Na Alemanha é mesmo tudo na maior. Grande Merkel.  

Perder o pénis


Como os galos perderam o pénis, mais os patos, os gansos, os cisnes. E depois das aves, quem está a seguir? Pensando melhor... 

Em forma de manha


IMPUNIDADE

O dr. Miguel Sousa Tavares não pediu desculpa ao político Cavaco Silva, mas reconheceu a "excessiva" veemência com que se lhe referiu numa entrevista ao Jornal de Negócios e reiterou o seu respeito pelo chefe do Estado, símbolo da unidade nacional. Quem descobrir a mais leve diferença entre o político Cavaco Silva e o chefe do Estado ganha com certeza um prémio de lucidez. De qualquer maneira, o exemplo de Miguel Sousa Tavares foi seguido pela generalidade do país. O dr. Cavaco, na sua encarnação de político ou de chefe do Estado, entrou e saiu do Jamor sem se dar por isso: o público ficou calado e quieto, presumivelmente penetrado pela reverência que o Código Penal declara a única atitude lícita perante tão alta personagem. E até no "encontro" do dr. Soares, que em princípio reunia a esquerda inteira, uma vaga tentativa de manifestação contra o dr. Cavaco acabou abafada pela maioria cordata e grave da audiência.
Desde o princípio, o maior erro deste Governo foi não ajustar contas com o passado, a pretexto de que não queria perder tempo com velhas querelas. Por assim dizer, apagou a responsabilidade de toda a gente que tinha levado Portugal à situação desesperada de 2011. O nosso coração é bom e muito inclinado a não tocar no sossego e no bom nome do próximo. É um coração de ouro que não gosta de afligir ninguém. E, como não gosta, os portugueses ficaram sem saber ao certo como se acumulou a enorme dívida, soberana e outra, que nos sufoca; quem deliberadamente a fez por sua própria força e autoridade; e que espécie de razões presidiram ao exercício (corrupção? oportunismo eleitoral? incompetência? puro desleixo?). A julgar pela televisão e pelos jornais parece que um castigo do Altíssimo se abateu sobre nós para nos punir de inconfessáveis pecados.
Entretanto, cai interminavelmente do céu uma chuva de números, que de resto mudam dia a dia e em que o cidadão vulgar deixou de acreditar. Durante o glorioso mandato deste Governo, os portugueses, pelo menos, conseguiram aprimorar a sua educação cívica, que se resume numa frase: não devemos confiar em nada e contar com nada. Um ministro pode perfeitamente decidir isto ou aquilo e, em meia dúzia de horas, decidir exactamente o contrário. O primeiro-ministro ora nos garante a felicidade para depois de amanhã, ora um futuro de miséria para 30 anos. Os profetas--comentadores, deliciados de se exibirem e subitamente sem excepção com uma licenciatura em Economia, discutem o extravagante dr. Gaspar, ou a iminência do apocalipse, ou a urgentíssima necessidade do "crescimento", que se tornou um fenómeno tão mítico como um unicórnio. E nós continuamos passivos no meio desta feira de inocentes, sem a menor ideia do que nos vai suceder. Mas sem queixas. Portugal é o país da impunidade.

Vasco Pulido Valente - Público

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Donos do regime e das ilusões


Enquanto a esquerda reformada vocifera e o aspirantado (in)seguro se esforça para "encorpar", no sossego da congeminação, a "suprema criatura" (com todo o respeito) em esforço, labuta e vigia com zelo. José Manuel Fernandes

Com tranquilidade


Paulo Bento sabe que entra hoje no jogo do "tudo ou nada". Ao seleccionador e aos seus jogadores não resta outra opção: têm de ganhar à Rússia; depois, tem de ganhar todas os outros jogos que faltam. Isto, para continuarem a depender apenas de si, na luta por um lugar no playoff de acesso ao Mundial de 2014 no Brasil. Tudo o mais, é avança/recua. Os portugueses que assim pensarem aguardam com crença realista, tranquilamente... 

Porque nada muda


Problemas, soluções, tudo são chatices. Ainda bem que alguém faz a pertinente pergunta. Henrique Monteiro 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

País das oportunidades perdidas


Um estudo do Prof. Augusto Mateus divulgado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, sobre "os últimos 25 anos com fundos comunitários" revela o escândalo do esbanjamento, algo que os mais atentos sabiam e que os mais envolvidos no saque fazem de conta desconhecer. Assim viveu o Portugal das negociatas manhosas durante três décadas. Eis o pântano de séculos. Manuel Maria Carrilho e Vasco Graça Moura.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vale tudo mesmo ilegal

Já que tudo se vai perdendo (os pudores e as vergonhas) as velhas práticas do boicote ainda não desapareceram. Com mais "serviços mínimos" ou menos "requisição civil", eis uma excelente ocasião de ir "grandolar" para as portas da tenda sindical. Entretanto, deixem o Martinho trabalhar.


Quando faz dois anos que chegou o Pedro


E enquanto Seguro começa finalmente a dar alguns sinais de saber o que lhe deve estar reservado. Desde a primeira hora que o País podia ter contado com socialistas responsáveis. Paulo Pinto Mascarenhas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Com tudo para acabar diferente



Jorge Jesus fica no Benfica por mais dois anos. Não foi boa ideia. Nem para a criatura, nem para o criador, nem para o que daí resultar a meias. Senão, cá estaremos para ver o resultado. 



Los 10 peores momentos de Mourinho en el Real Madrid

Aí está, no seu melhor estilo. Não precisa de férias; precisa de se sentir amado... Dos primeiros podem ser  raros; dos segundos são mais que as mães. E quem não estará contigo, José Mourinho.   


Bom Zeinal

Zeinal Bava

Para o Big Brother veio a Kelly; em vez de mandar o Tino filmar para o Brasil, mandamos o craque da PT. Oi, Bava.

Trabalhar pro Gaspar


Os portugueses estão a partir de hoje "libertos de impostos” (?) Depois de terem trabalhado mais de cinco meses para pagarem ao Estado as suas obrigações fiscais, o salário recebido daqui para a frente será o seu verdadeiro rendimento líquido. Está explicado porque tardou tanto a chegada da caloraça. Até aqui tem sido “trabalhar pr'aquecer”. A partir de gora será coisa diferente. É hoje Gaspar

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A propósito de risadas


Se não fosse pelo principal bastaria para lembrar o ditado popular: "Quem não se sente não é filho de boa gente". António Marinho Pinto

Helena Matos GENTE DE QUE NINGUÉM RI  (Helena Matos)
Ser progressista ou dizer coisas que agradam a esse sector sobretudo nas chamadas causas fracturantes é actualmente  em Portugal sinónimo de ter muito boa imprensa e ficar a salvo do ridículo. Quem por falta de previdência está ou parece estar em desacordo com o pensamento correcto arrisca ser passado a cromo. Ouçam-se por exemplo Ricardo Araújo Pereira ou Bruno Nogueira sobre tudo e todos de que discordam. O problema não está no que dizem mas sim no que não dizem, nas pessoas e assuntos que piedosamente deixam de fora dos seus textos ou que versam de forma reverencial. O resultado não é humor pior ou melhor – a parcialidade não afecta a qualidade – mas sim reforçada a intocabilidade de um grupinho sempre convencido da superioridade das suas razões e que não consegue rir nem do mundo nem de si mesmo.

Andar com os azeites


A legitimidade descarada para tudo exigir. Alberto Gonçalves 

domingo, 2 de junho de 2013

Faltam bons exemplos


Acabamos de ver uma final europeia entre dois grandes do desporto nacional. Glória aos vencedores, honra aos vencidos. Se bem soubermos de educação, o bom começo da dita começa pelos melhores exemplos que dermos. Então, cuidem lá dessa coisa o melhor possível. 

sábado, 1 de junho de 2013

E quem não está farto?


Quando os filhos da tal mãe são jornalistas. José Manuel Fernandes

Socialismo infantil


Bom original e boa réplica da criancice. Inês Teotónio Pereira

Já nem a posso ouvir

Em qualquer sítio onde nos prestem esse estimável serviço de impingir música, lá nos aparece o inferno da criatura (como fêveras em casa de pasto). Apre!


sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Fenómeno Mourinho"



FIM DA PASSAGEM DO PORTUGUÊS POR MADRID

Este fim-de-semana chega ao fim a tarefa do melhor treinador da actualidade no complicado mundo do futebol espanhol. E como a experiência tem provado, a vida de treinador estrangeiro em Espanha não é fácil. Bem pior, se for um português no comando técnico do principal clube da capital espanhola.

Entre muitas das tradições madridistas sustentadas por um histórico de títulos invulgar, o Real Madrid é também o clube do mais exacerbado e controverso centralismo nacionalista, onde os profissionais estrangeiros com algumas afinidades com Espanha têm vida mais difícil: se forem jogadores, apenas são tolerados enquanto forem excepcionais, como é o caso de C. Ronaldo; se forem treinadores, dificilmente são reconhecidos, a não ser os originários de países que considerem superiores, como no caso de holandeses ou italianos. Com tal presunção, são implacáveis com os melhores jogadores e técnicos argentinos ou portugueses. Por essa excessiva defesa da sua gente, chegam a presumir ter grandes estrelas a jogar e a treinar nas principais ligas de futebol, como a inglesa.

Para quem conheça e tenha acompanhado o percurso de José Mourinho como treinador de excepção, teve oportunidade de verificar os principais traços da sua personalidade, sobretudo naquilo que caracteriza a postura profissional. Não seremos excessivos se considerarmos Mourinho um homem que mistura com todas as qualidades humanas e profissionais, quanto baste de arrogância ou prepotência que todos os bem sucedidos no ofício da condução de futebolistas jamais poderão dispensar. Também não será descabido referir o imenso egocentrismo do José, capaz de descuidar a super protecção que muita irresponsabilidade de alguns dos seus jogadores exigiria. Quanto à arrogância, o próprio se tem encarregado de ser peremptório: todos os grandes líderes são arrogantes (pelo menos, no caso do pontapé na bola, concordaremos). Quanto ao carácter egocêntrico, quem não reconhecer algo de fundamental que está associado ao dito culto da personalidade está ser tendencioso. Referimo-nos aos méritos na arte da comunicação, que tão bem domina e tão útil é à indústria futebolística. Só que as maldades dos media não se ficaram por aqui.        

Em relação à ancestral animosidade dos espanhóis para com os portugueses, quando Mourinho chegou a Espanha já tinha toda a imprensa castelhana munida de desconfiança e preparada para o atingir por todos os flancos. Apesar do seu curriculum e do reconhecimento universal de que beneficiava seria visado sem contemplações na primeira ocasião. E essa campanha iniciou depressa a caminhada, para delícia do José e em prejuízo dos nativos. Com as insinuações e suspeições mais desestabilizadoras, com as informações e manipulações mais deturpadoras, os mais conhecidos e influentes jornalistas foram verbalizando continuadamente a sua hostilidade contra o português. O mais estranho desta travessia de três anos, sempre foi a facilidade com que um homem só, exímio na gestão do espaço mediático que lhe pudesse corresponder, tudo conduziu como quis, contra um colectivo de profissionais da comunicação que invariavelmente, nem conseguiram ultrapassar um sectarismo do mais primário.

As principais bandeiras dos inimigos de Mourinho foram acusações pueris do tipo: não se permite que um treinador falte ao respeito aos jogadores - deviam dizer, a duas ou três“vacas sagradas” que jogam na selecção; não se aceita que um treinador se sobreponha à mística de um clube como o Real Madrid - queriam dizer, a sua obrigação era dar exemplo dos valores da casa. Só disparates de despeitados. Enquanto isso, contra Mou, qualquer birra ou traição dos espanhóis da selecção era tolerada pela subserviente imprensa de Madrid; se fossem portugueses como Pepe ou Coentrão, tanto melhor por serem do seu país; quem prejudicava o clube era um treinador que tinha acabado com um balneário habituado à auto-gestão. Se nada mais houvesse para dizer, carecia de desportivismo. Desde sempre, os adeptos acusaram a imprensa de perseguição ao técnico enquanto se mantinham incondicionais do treinador, até que a saída de Mou se confirmasse. A comunicação social acabava a sua cruzada reconhecendo que deixou enormes saudades nos jogadores do Chelsea e do Inter, quando abandonou esses clubes, sem se interrogarem porque seria tão diferente com os do Real Madrid. 

Mourinho regressa ao ponto de partida. Certamente para recomeçar novo ciclo. Em Espanha ficaram os seus principais inimigos absorvidos por uma última irritação: os jornalistas verificaram que ninguém ganhou a guerra contra Mourinho. Como simbólico estertor convidaram o presidente do Real Madrid para uma entrevista de balanço. Objectivo: questionar Florentino Pérez sobre o fracasso do treinador português. Como grande senhor que sempre foi, esteve irrepreensível no reconhecimento do trabalho realizado, agradeceu ao treinador José o que fez pelo seu clube, desejou-lhe sucesso na continuação da carreira, tudo sem qualquer acusação a Mourinho.          

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Contrariedades por demais


Quem está contra a mobilidade especial, contra isto, conta aquilo, contra tudo?




Agora delírios. Sobre a Ordem da Natureza, vaginas e berros, são dos melhores. Falta saber se esta recordação do primeiro beijo encaixa no perfil de um presidenciável.




Acosso de primitivos com causa. Há provas fracturantes. Acudam ao petiz




Ainda para mais, até o Verão desistiu de passar por aqui. Sem dinheiro e sem calor, agora é que o Tuga deprime. Melhor tentar pelo 760 123 ...