quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mais uma vez o "Estado Social"



Há alguns dias, o Hospital de São João no Porto foi classificado, pelo terceiro ano consecutivo, como o melhor hospital público do País, pela Escola Nacional de Saúde Pública. Uma ordenação que nunca foi reconhecida pela classe dos médicos, a mais poderosa dos agentes avaliados. Vá lá saber-se porquê.   
Dias depois, em entrevista televisiva, o presidente do conselho de administração esclareceu algumas das situações que mais sobrecarregam o colossal orçamento do Serviço Nacional de Saúde, enunciando os pontos mais sensíveis do funcionamento deste hospital nortenho, o que deveria ser tido em boa conta.
Segundo declarações do Dr. António Ferreira, “cada cirurgião faz em média uma cirurgia por semana e há no Hospital de São João uns trinta cirurgiões que nunca foram ao bloco operatório”.
Isto bastou para despertar a reacção corporativa do presidente da Ordem dos Médicos que se manifestou “perplexo e indignado com as declarações de quem é o  principal responsável por tal inoperância”. E acrescentou em tom de desafio que “em vez de estigmatizar a classe médica devia explicar as razões de tais ocorrências e despedir os médicos que não trabalham”.  
Como se não soubéssemos de sobra o enorme contributo dos médicos, para tanta promiscuidade entre os serviços públicos e privados, para o escandaloso absentismo dos clínicos e técnicos afins nas instituições públicas, para os nefastos efeitos causados no funcionamento e nos encargos que suportam o SNS… Nenhum outro sector do chamado “Estado Social” estará mais necessitado de "refundação" como o sector da saúde.  Paulo Pinto Mascarenhas

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Portugueses em Espanha



Ser português com êxitos nos países que tradicionalmente acolhem bem os estrangeiros representa ser reconhecido pelo talento ou competência  com sucesso quase garantido. Mas não é o que se passa em Espanha com os que em português se distinguem pelo mérito. Que mais não seja, por serem portugueses. Que o digam J. Mourinho e C. Ronaldo.
Tal como a história o demonstra com casos exemplares de tantos lusos ibéricos, a vida destes ilustres consagrados pelo mundo do futebol, não tem sido nada fácil no reino dos espanhóis. Com Ronaldo, a situação muda conforme variam as suas prestações e também ao sabor das suas impertinências. Com Mourinho, a coisa atinge outros níveis de crispação e controvérsia, tão do gosto do "Special One".
Quem acompanhou a carreira do treinador português no estrangeiro, sabe da maneira como geriu o seu trabalho e dos resultados que obteve com os seus métodos. Da mesma forma se sabe, desde a sua chegada a Espanha, das dificuldades que o esperavam por Madrid. E nada disto tem a ver com exigências competitivas ou místicas desportivas de que tanto presumem "nuestros hermanos". Apenas reflecte o carácter do indígena espanhol, bastante primário e grosseiro, impetuoso e arrebatado, sem meios termos. Tudo isto, para além da questão de fundo.
E o fundamental não é porque Mourinho careça de profissionalismo e competência, é por ser português. Podem dizer que é vaidoso, arrogante, agitador, excessivo... que noutras fases de melhores resultados nunca lhe faltou carinho, que só depois do desgaste que provocou é que o madridismo reagiu... Só que não é isso o essencial. Se a qualquer jogador ou treinador se acrescenta português ou francês, é adequado porque qualifica; quando o epíteto do "português" é referido isoladamente, nomeia intencionalmente, como se nomeia o marreco ou o maneta. E é desta forma depreciativa que tantas vezes se referem a Mourinho e algumas vezes a Cristiano Ronaldo, nas muitas ocasiões em que descobrem motivos para fazer reparos.
O que há dias surpreendeu foi a conclusão do director do programa televisivo "Punto Pelota" sobre a perseguição da imprensa desportiva de Madrid feita a Mourinho e por tabela a Ronaldo. O jornalista desportivo foi categórico: "há uma discriminação xenófoba por serem portugueses".      
           


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Do manicómio nacional


Neste Portugal de brincalhões e trapalhões, a classe mais ou menos dirigente e mais para menos responsável, vai-se entretendo enquanto espera com excitação de sobra a chegada da última colecção de brinquedos natalícios. Entrementes, a populaça vai vagueando por aí aos emboléus de intempéries sortidas com variados tons de alerta. 
Para que não se note muito a confusão e tudo continue na mesma, tanto a administração do território como o grémio sportinguista, na tentativa de melhor reformar as entranhas da coisa, criaram novos órgãos: para as autarquias surgiram os híbridos organismos intermunicipais com o fim de pôr ordem na barafunda atalhando a meio do caminho; para o Sporting foi resgatado Jesualdo Ferreira para superintendente do futebol leonino ainda sem funções atribuídas mas com a promessa de que agora é que vai ser. Que País e que Sporting...
Quanto ao grande problema filosófico do momento, o da distinção entre caridade e solidariedade, multiplicam-se as cabeças bem-pensantes em afincado esforço reflexivo procurando destrinçar o busílis de tal questão. Nem na época em que se separou a Fé da Razão se trabalhou tanto. E tudo pela "côdea à Jonet".  
Com posturas de autênticos estadistas, apesar de tremeliques e sonolentos, Cavaco Silva deambula pelos salões de Belém procurando decidir sobre o orçamento de Estado da forma em que menos se comprometa, não importa qual seja a saída, basta que em coro lhe digam: muito bem; Mário Soares não se conforma e insiste no ridículo do disparate vociferando que nem no tempo de Salazar havia tantos pobres com tanta fome (sic). Alberto Gonçalves

Certamente por se tratar dum “território de pasmados” é que Passos Coelho quer que lhe falem a cantar.        



domingo, 16 de dezembro de 2012

Som músicas


"Dois em um"

'D' de Diana...


...'E' de Elvis



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Estado do País

Como (não) se fazem as reformas do Estado


Portugal atravessa um momento único para empreender reformas há muito tempo adiadas. Só que, o maior problema do País é a maneira como esta oportunidade para reformar está ser desperdiçada. 
Para além da pouca vontade reformadora, o governo actual manifesta muita incapacidade política para introduzir as mudanças exigidas. Temos um Estado monstruoso e moribundo que está a ser destruído por uma turba de insaciáveis egoístas, dispostos a absorver todos os recursos que se encontrem ao alcance da cobiça de tantos instalados.       
O exemplo do projecto reformador da administração territorial é elucidativo. Esta suposta reforma autárquica, tal como  muitas outras pretendidas reformas da antiquada "máquina estatal", não passam de famigerados embustes. 
É uma lástima termos um Estado incapaz de pensar o País, como bem salienta João Marcelino 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Num dia como hoje



Foi há 25 anos que na madrugada deste dia, um grupo de amigos de sempre, mas adeptos diferenciados, se reuniu para assistir pela TV à final da Taça Intercontinental em Tóquio, disputada sob neve intensa. Porque se tratava duma ocasião especial, os preparativos para a tardia transmissão do jogo decorreram com cerimonial adequado. Contamos com a disponibilidade de um amigo comum para nos receber no seu restaurante. Como habitualmente, fomos acolhidos de forma familiar, para demorada e abundantemente nos dedicarmos à ceia, pela noite dentro. Com o saber e a simpatia das grandes cozinheiras, a dedicada esposa do proprietário deliciou-nos com um magnífico “arroz de cabidela”, acompanhado do melhor vinho, seguido da melhor sobremesa e melhores digestivos, para todos acabarem bem comidos e bem bebidos… e o F. C. Porto com uma extraordinária vitória.  


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Portugal - sítio perigoso ou manhoso?



Nesta espécie de país, em que cada um desconfia do outro, em que todos são suspeitos de qualquer coisa, em que tudo se promete investigar sem nada se concluir, não há dia em que não se noticie nova fraude a fazer esquecer a anterior. De resultados, continuamos à espera. 
Com a excitação habitual e na ânsia de tudo investigar, não faltam excessos e atropelos da lei, levando a frequentes precipitações dos diversos agentes envolvidos. Foi o que aconteceu com o suposto envolvimento do nome de Medina Carreira num caso de corrupção, para depois se reconhecer ter sido uma lamentável falha dos órgãos judiciários.
Da justiça portuguesa, nem uma palavra pelo enxovalho do antigo ministro... E se Medina Carreira resolvesse processar o Estado?    

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Sentimento que se baila"


Hoje 11 de Dezembro é o "Dia Internacional do Tango". 

A escolha deste dia é justificada por ser a data comemorativa do nascimento dos dois mais importantes criadores do Tango, ambos nascidos a 11 de Dezembro: Carlos Gardel, a voz mais representativa e idolatrada; Julio de Caro, o músico e compositor mais célebre. Estas grandes figuras da expressão musical de Buenos Aires foram os maiores responsáveis pela divulgação da cultura do Tango pelo mundo artístico.  


"Al tango hay que sentirlo, descubrir su pasión, e abrir el corazón para poder vivir su espíritu." (Carlos Gardel 1890-1935)


"El tango te espera. El tango siempre espera a los que aún no se animaron , a explorarlo, a sentirlo, a abrazarlo." (Julio de Caro 1899-1980)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Mundo continua perigoso - do lado da Europa não está melhor



Hoje, a União Europeia recebe o Prémio Nobel da Paz, por muito ter contribuído para transformar "um continente de guerra num continente de paz", para fortalecer "políticas democráticas" e "direitos humanos"... Estiveram presentes os líderes dos países membros, na sua maioria, mas com a significativa ausência do chefe do governo britânico, David Cameron.
Como se não bastassem os sinais de divisão entre alguns dos países mais influentes da comunidade, a Itália acordava em sobressalto com o anúncio duma "tempestade política". Mário Monti, essa espécie de "eminência parda" para os resgatados do Euro, deixou de ter apoio maioritário para o seu governo e anunciou estar de saída. Isto porque Berlusconi se cansou das tréguas e lhe retirou o apoio, para voltar à corrida eleitoral no início do próximo ano. Esta hipótese do regresso de 'El Cavaliere' à chefia do governo italiano, para além de ser grotesca, fez soar os alarmes da Europa acomodada. Quanto ao  modelar super-Mário, tão apreciado pela rigidez com que faz frente à implacável chanceler Merkel, não se recandidatará, podendo estar disponível para outras missões salvíficas na Europa. 
Como pelo cantinho lusitano nunca se encontrou luminária capaz de imitar o admirado cinzentão, quem sabe se o nosso indignado Mário da "fundação menos-fundos" não conseguirá convencer o tecnocrata a vir para cá pôr ordem na caserna.
        

Entre os pelintras, há visões de desafogo e a manha espreita. João Pereira Coutinho

domingo, 9 de dezembro de 2012

Som músicas


É bom...


...recordar



sábado, 8 de dezembro de 2012

E claro se fez escuro


Os programas sobre cultura devem continuar a existir. E é sempre possível continuar haver melhor e mais barato. Ou não estará o País em tempos de contenção de gastos?


De câmara clara a câmara ardente. Fala quem sabe.




Ah, e os teus olhos verdes... Mas isso é outra história.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"Solidariedade europeia?"


“Que raio levou o Presidente da República e o primeiro-ministro a declararem ‘inaceitável’ o projecto de Orçamento da EU, porque ele nos tira 17% da esmola habitual? Não compreendem eles que os contribuintes líquidos, também numa fase de austeridade, se fartaram do nosso chorinho e que a chamada ‘solidariedade europeia’ é um mito para crianças? Manifestamente, não compreenderam, como compreenderam pouco ou nada da tragédia a que alegremente presidem.” (Vasco Pulido Valente)

 

A ILUSÃO DA EUROPA SOLIDÁRIA

A crise que atingiu a Europa não podia ter igual impacto em todos os países membros da comunidade. Jamais se poderia esperar que as economias mais sustentáveis do norte da Europa fossem vítimas do descalabro financeiro que assolou as frágeis e endividadas economias periféricas. Mais robustas e mais prevenidas, as economias que melhor anteciparam a crise acabaram por aguentar melhor os danos sofridos, o que fez delas os maiores participantes das ajudas aos mais atingidos e necessitados. 
Se para os mais optimistas a União Europeia ainda caminha e continuará a progredir para uma unificação mais ampla, as actuais intervenções comunitárias de emergência  acabam por provar o contrário. Nunca como agora foi tão notória a fragilidade da coesão europeia. E existem, cada vez mais, sinais de recuo dos mais fortes, menos disponíveis para ajudar os mais fracos. Daí parecer uma irresponsabilidade dos que continuam a pedir auxílio, não darem sinais claros de mudança de rumo. O bom senso dos mais débeis e dependentes, como Portugal, deveria contribuir para não esperar impossíveis: ajudas e mais ajudas, com tudo como dantes.
A propósito. Só a crónica estupidez de certos representantes políticos da nossa praça os pode levar a defender posições políticas tão absurdas e contraditórias como esta: "estamos com a Catalunha oprimida e geradora de riqueza que se recusa a ser explorada pelo centralismo espanhol... (acrescentem, egoísta e falida); exigimos da Europa comunitária a solidariedade dos países ricos do norte para ajudar os mais pobres do sul... (digam também, os que muito estragam e pouco produzem) porque ser solidário é ajudar quem precise de ajuda...". Não basta deste discurso?      
       

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ver cinema




A pensar nos Óscares. João Pereira Coutinho



ARGO
Género: Drama, Suspense
Origem: Estados Unidos
Direcção: Ben Affleck
Público: 14 anos
Ano: 2012

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"A democracia das petições"


A carta aberta escrita a Passos Coelho por Mário Soares e outras personalidades converteu-se numa petição para a Assembleia da República por iniciativa de jovens. (jornal i)



O antigo líder dos socialistas portugueses, não satisfeito com juntar à sua volta os "esquerdistas de serviço permanente", para em coro exigirem a demissão do primeiro-ministro e do governo, resolveu elevar o tom das críticas a Passos Coelho, com o artigo escrito ontem para um jornal diário. Continuou a explorar a via do medo e chegou ao ponto de exclamar: "oxalá fôssemos a Grécia." Ficamos perplexos e sem saber em quê, se na miséria ou na violência, se noutra coisa pior. De tal disparate restou o silêncio dos seus companheiros de cruzada e ninguém surgiu para o apoiar. Por fim, consta que pela espontaneidade de certa juventude, a famigerada carta deu lugar a petição. Uma espécie de imitação da democracia na forma de pedido, tão popular nos últimos tempos. Senão veja-se até onde chega já a vulgarização e o ridículo de tais reclamações. (Ler no Expresso: Henrique Raposo)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um recado do "pai da democracia"


Mário Soares sugere a Passos Coelho que tenha "cuidado com o que lhe possa acontecer"

O antigo Presidente da República escreve hoje no Diário de Notícias um artigo de opinião muito crítico de Passos Coelho, avisando-o de "que corre grandes riscos". "Tem Portugal inteiro contra ele: sacerdotes, militares, de alta e baixa patente, cientistas, académicos, universitários, rurais, sindicalistas, empresários, banqueiros, pescadores, portuários, médicos e enfermeiros e, sobretudo, a maioria dos seus próprios correligionários do PSD", acusa o velho socialista. Para acrescentar: "O povo não existe para o primeiro-ministro e para o seu Governo. Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer".
Não se preocupe tanto Dr. Mário Soares. Até o Dr. Pacheco Pereira terá em boa conta os seus avisos.



Kalashnikov...? Nada de exageros. A palavra ainda continua a ser uma arma eficaz.


Recordemos que também foi neste dia, há 32 anos, que uma grande tragédia aconteceu: 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Marca Salazar


Qualquer iniciativa capaz de promover a moribunda economia nacional deve ser desenvolvida e apoiada... desde que não seja com provocações reaccionárias que ofendam a consciência colectiva dos nativos.
Como é de vinho que se trata, pergunta-se: não estará tudo bêbado? 




Teor alcoólico do vinho "Memórias de Salazar"Alberto Gonçalves

domingo, 2 de dezembro de 2012

Som músicas


Primeira escolha



Escolha seguinte



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Socialistas no seu melhor

Ao cuidado dos incautos eleitores ibéricos. 
Por lá como por cá...


Na caserna dos socialistas vizinhos não se perde tempo. Enquanto se sucedem os desastres eleitorais do PSOE, na Galiza, no País Basco, na Catalunha, onde perderam metade dos deputados que tinham, as chamadas bases já preparam um regresso em estilo piedoso e penitente... mesmo com tantos restos por limpar, dos muitos estragos feitos nos últimos anos, por lá como por cá...
Por Espanha que se cuide a vizinhança. E pelo "canteiro lusitano"? Já teremos indígenas a desejarem a volta desta gente para "chafurdar na coisa"? Não confiemos.
   

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Rescaldo da aprovação do Orçamento do Estado


“EU  VOU-LHE  USAR”


“O ano de 2013 vai ser o ano de maior aperto fiscal da história da democracia portuguesa. Tal como o Coronel Jesuíno de ‘Gabriela’, este Orçamento também avisa: "Eu vou-lhe usar". Vai usar os impostos de todos os portugueses.” Paulo Pinto Mascarenhas




Quem não se conforma com tal “embuste” e tamanha “injustiça” é Mário Soares, sempre acompanhado pela “tralha do PS” no activo, pela esquerda bloquista e demais família política disponível. 
Em carta dirigida ao primeiro-ministro e também entregue na presidência da República, estas personalidades pedem a demissão de Pedro Passos Coelho porque não concordam com as suas políticas. Se não for alterado o rumo da governação, querem que o governo se demita ou seja demitido pelo presidente da República, por considerarem que as medidas aprovadas no orçamento do Estado “conduzirão o País para o abismo e acabarão com toda e qualquer esperança”. 
Excitação disparatada. Até parece que não temos um governo de maioria absoluta eleito pelo voto popular em regime democrático. O que pensarão estes ilustrados da esquerda sobre a democracia parlamentar? Ou estarão a congeminar alguma forma original de democracia? Quanto ao inconformismo com as fraudes dos políticos, como gostaríamos de ter visto toda esta indignação “quando Sócrates queria saber do Luís se estaria bem assim”. 


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Espécie de País


“O que nos trouxe até aqui foi uma vida artificial de endividamento. Chegou a hora de pagar a conta e com juros. Não adianta muito protesto. A nostalgia não paga dívidas.” (Vasco Pulido Valente)


A DÍVIDA PORTUGUESA

O nosso problema são os juros usurários que os agiotas exigem ou é a actual necessidade de vivermos do crédito de quem nos sustenta? É de políticos sérios defender que a renegociação da dívida bastaria para eliminar o peso da austeridade que nos foi imposta? Alguém com sentido da responsabilidade admitirá ser possível manter estes níveis de financiamento para continuar com esta despesa pública incomportável?
A demagogia, a insensatez, a ignorância, a estupidez, o desplante e a aldrabice de tanto indígena manhoso, não parece ter limites. Que desgraça de País!  

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Figura do jornalismo de referência em Espanha


"Vem aí a idade de ouro dos jornais"


Nestes tempos de profunda crise na imprensa escrita e quando se generalizou a ideia de estar próximo o fim dos jornais, Pedro J. Ramirez, director do "El Mundo", actualmente o jornal espanhol de maior circulação, tem uma perspectiva diferente e acredita numa nova vitalidade dos que sobreviverem. (Ler aqui)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um regresso a "Casablanca" 1942 - 2012







A 26 de Novembro de 1942 foi a estreia de "Casablanca", um dos grandes filmes de sempre. Há 70 anos precisamente e o mundo estava em guerra. 




E que tal rever o filme ou marcar encontro para uma emissão especial...? 
Aqui a partir das 22 horas:


domingo, 25 de novembro de 2012

Um 25 de Novembro de congratulações

Não, não é a celebração de 1975 em que estão a pensar...


No ano em que festejam o cinquentenário, os "Rolling Stones", de novo juntos, regressam hoje aos palcos... para satisfação minha e de muitos mais. Continuem.  


sábado, 24 de novembro de 2012

Palavra de pessimista


 SERÁ UM SINAL DE ESPERANÇA...?

“Mesmo com a democracia e os fundos da Europa, Portugal não se podia tornar numa espécie rara, com os salários da Alemanha, o Estado social da Inglaterra, ou a fiscalidade italiana. Só que, durante muitos anos, vários partidos políticos, vários presidentes da República e vários governos, não hesitaram em alimentar esta mortal mentira; os portugueses, com a credibilidade da miséria, acreditaram nela. É triste, ao fim de tanto tempo, chegar ao desespero a que nós chegamos. Portugal precisa de sair do seu isolamento e da sua complacência. E agora, por uma vez, não tem outro remédio.” (Vasco Pulido Valente)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Consequências da “bolha imobiliária”

Em Espanha, o governo resolveu fazer acordo com a banca para a suspensão das execuções hipotecárias. Desde os primeiros sinais da crise, quando se iniciaram os despejos por incumprimento, foram desalojadas cerca de meio milhão de famílias. Contudo, só houve intervenção governamental depois do recente suicídio de uma mulher, no momento em que recebia ordem policial para abandonar a casa. A seguir, não faltaram famílias em protesto junto aos bancos pelas principais cidades, polícias que se recusaram a proceder aos desalojamentos, tudo muito tenso e dramatizado, como habitualmente reagem os espanhóis. Mas com esta moratória temporária, não vimos que se discutissem as principais arbitrariedades da banca, espanhola e portuguesa, ou comunitária. Até parece que os bancos tiveram um comportamento irrepreensível até se ter chegado a este desastre financeiro. Nem sequer precisaram de ser resgatados com dinheiros públicos… É bom lembrar que nos EUA qualquer hipoteca imobiliária tem apenas a garantia do próprio imóvel. É um crédito imobiliário; não é pessoal. Quem não cumpre, perde tudo o que pagou, entrega a casa e conta saldada. Mas por cá, nada disto parece bastar.
Depois do auxílio à emergência das famílias em situação difícil, o governo espanhol prepara agora uma medida para socorrer o agonizante mercado imobiliário. Procura assim reanimar a concessão de crédito bancário e promover o escoamento de milhares de casas à venda no mercado. Com imensos ilegais aguardando a legalização, tão difícil de conseguir nos últimos tempos, a saída agora encontrada tem tanto de estranha como de perversa: Conceder autorização de residência aos cidadãos estrangeiros que adquiram casa no valor mínimo de 160.000€. Para quem se destina esta medida? Para as sul-americanas clandestinas que se dedicam ao trabalho doméstico enquanto aguardam licença para residir? Para os africanos subsaarianos que diariamente chegam de barcaça à costa mediterrânica? Ou para russos e chineses, os únicos capazes de ter dinheiro para comprar casa? É bem possível que se trate apenas duma contrapartida para compensar a banca das moratórias que foram obrigados a conceder.           

domingo, 13 de maio de 2012


Hopeful Thinking

Isto por cá anda Un Poco Adagio!

E por isso vim cá partilhar uma recente descoberta que vale a pena ouvir.
Para os sortudos que vivem na Invicta basta ligar a rádio e procurar a frequência 89.5.
Os restantes não desesperem, basta seguir este link

http://smoothfm.clix.pt/
"Entre, sente-se e fique à vontade...."


sábado, 26 de novembro de 2011







entrada



batem leve, levemente

como quem chama por mim

será chuva, será vento

uma brisa é certamente

leve e solta, vem assim




é corrente d´ar bem forte

mas há pouco, há poucochinho

o que chegava do norte

era um cavalo, vinha a trote

dançava neste caminho




fui ver. era uma chuva d´ideias

histórias de relinchar

assuntos sérios mas cheios

de entrelaçados paleios

em corrente qu´está a dar...