quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

FRENPROF: “Professores na rua a 26 de Janeiro”


Nesta fase de enormes dificuldades vividas pelos portugueses, nas famílias, nas empresas, nos serviços públicos, em todas as vertentes de actividade, serão os protestos a melhor resposta aos constrangimentos sentidos por tantos? Em alguns sectores, é possível; em domínios do sector público, como o da Educação, com certeza, não.    
É lamentável que a estrutura sindical mais representativa dos professores continue a encarar o ensino público como sempre fez: manutenção do funcionamento das escolas sem grandes limitações de recursos e com poucas exigências de qualidade do ensino. Isto é: muitos professores, formação manhosa, poucos alunos, maus resultados, muitos tempos não lectivos, poucas aulas semanais, e por aí fora.   
Aqui chegados, o que importa é fazer crer, a tantos docentes em situação precária, que todos estes privilégios serão para conservar, que continuará a ser viável o desperdício do sistema educativo, que é possível manter um dos piores ensinos da Europa (pelos recursos consumidos e pelos escassos resultados). Desde que se grite: “a luta continua até chegar a hora do governo ir embora”... Assim não vamos lá.
As mudanças no País passarão sempre por uma Escola cuja matriz seja a competência e o mérito, de quem ensina e de quem aprende. Portugal ainda está no início e com muitos obstáculos para ultrapassar. Mas o percurso é neste sentido e é irreversível.       

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quem nos leva a sério?



Alerta laranja e rosa. Atenção às pragas da quinta. Combate sem tréguas dos exemplares mais representativos da fauna e de outros grupos de parasitas menores. Urgente desinfestar território e prevenir  qualquer propagação futura de toda a espécie de bicharada perniciosa. Vigilância apertada.


Fará algum sentido considerar a revisão constitucional um objectivo assim tão determinante?... Quando por todo o lado se grita contra tantas inconstitucionalidades, convém lembrar que tudo se vai passando impunemente, na mais completa ilegalidade, ao arrepio da Constituição,  desde que manda a democracia. Que sítio de canalhas!     

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Hoje é isto



O risco de ser mulher na Índia
Se é da maior democracia do Mundo que se trata, o que está falhar? 

Metro de Londres (Reuters)

O célebre Metro de Londres fez 150 anos. Gosto de metropolitanos, especialmente da pontualidade e da ordem do londrino (onde se circula pelas escadas rolantes sem embaraçar) e até podemos tocar ou cantar. Senão experimentem.
Coisa diferente foram os desfiles pelos Metros das principais cidades do mundo no "dia sem calças". Disso é que não gosto, nem é coisa que tencione experimentar.


ANTECIPAR OS ÓSCARES

Contrariando as nomeações, este ano houve prémios inesperados nos Globos de Ouro. Os Óscares estão próximos. Continuarão as surpresas a 24 de Fevereiro?



Algum dia seria. Foi ontem. Já está. Pronto

domingo, 13 de janeiro de 2013

Do que se faz um domingo


No Estádio da Luz há clássico.

No Hospital da Luz está um clássico.

Jesualdo continua em conferência de imprensa. Já é um clássico.

Hugo Chavez ainda não... regressou de Cuba. Que classe.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Porque "a culpa morreu solteira".

Mário Soares está internado devido a "indisposição"… (a culpa é da idade ou da posição?) DN

Idosa morre trucidada por comboio ao atravessar linha… (a culpa é da velhota ou da velhota?) JN

Jesualdo só admite reforços acessíveis financeiramente… (a culpa é da acessibilidade ou daquilo com que se fazem os acessos?) CM

Rapaz de 13 anos foge de casa e percorre Europa de Mercedes… (a culpa é da Itália ou da Polónia?) DN

"Gabriela" chega ao fim na próxima sexta-feira... (a culpa é da SIC ou do Nacib?) JN

Bode pensa que é uma galinha… (a culpa é do inteligente ou da gente?) CM

Porque hoje é sábado; porque aqui nasceu a Nação... e assim acabará; por tudo, ânimo. Vale qualquer coisa.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Do manicómio nacional

António José Seguro afirma que elogios do Governo ao Relatório do FMI são uma ofensa aos portugueses. Enquanto isso, o porta-voz do Partido Socialista anuncia que afinal já querem eleições antecipadas porque o Governo mudou de programa e deixou de ter qualquer legitimidade. 

Do lado do PSD, são os aparelhistas obcecados com as autárquicas que puxam pela especialidade laranja da conspiração e defendem a demissão de tudo quanto é membro do Governo. Do lado do CDS, os quadros governamentais não se cansam de marcar diferenças e de apresentar discordâncias com as conclusões do FMI.

Na AR actuam os mais habilidosos constituindo a 10ª Comissão de Inquérito ao “Caso Camarate”. Um ajuntamento de 17 deputados de mangas aguerraçadas (depois de ter prescrito o processo judicial) porque segundo Assunção Esteves, “nunca é tarde para apurar a verdade”.

Angolanos estão imparáveis a bolsar dinheiro. Depois de se atirarem à banca e à comunicação social, já estão a engolir as conservas nacionais. Acabam de meter o dente no “Bom Petisco”. Pudera! Lá vai atum, a tua, a nossa, sei lá. Que faltará mais?

Mais de 10.000 pessoas já assinaram a petição contra o abate do cão que matou criança em Beja, por defenderem a reeducação do animal. Até à data, nada foi dito sobre essa questão menor  da reanimação do petiz.
Entretanto o Ministério Público ordenou averiguações complementares, por suspeitar do envolvimento de Glória Araújo no fatídico ataque do canino. Recorde-se que a deputada do PS foi nessa altura apanhada a conduzir com excesso de álcool no sangue... e redondezas. 



E é com estas ridicularias ou disparates que dia após dia se acorda na jangada lusitana, sítio manhoso e mal frequentado, onde se espreguiça uma populaça de pelintras, pacóvios e parvos, idiotas com aspirações. País de indignados ou de convencidos? Do "Portugal dos Pequeninos" (em tudo) ao "Portugal dos Pobrezinhos" (de tudo). Aqui chegamos: "Pra frente, Portugal!"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Alerta vermelho pálido


FMI propõe dispensa de 50 mil professores e novo corte nas pensões


“AVISO DE TSUNAMI. PÂNICO NA COSTA. NATIVOS AFLITOS.”

A divulgação do Relatório do Fundo Monetário Internacional sobre as famigeradas reformas do Estado, teve a virtude de reanimar a agitação com que o País entrou no novo ano. E como é típico da desordem vigente, foi no Governo que a confusão primeiro se instalou, para continuar com frenéticas reacções dos pretensos visados, conforme a comunicação social ia esclarecendo algumas das medidas mais drásticas. Convém lembrar, para tranquilidade dos mais chocados, que o documento encomendado pelo Governo português resulta da colaboração de vários membros do executivo, sendo apenas um estudo "classificado de consultivo" que apenas servirá de base de discussão preliminar, para depois se tentar um consenso alargado sobre as principais reformas do Estado.
Só que, o relatório do FMI propõe uma série de caminhos para que o Governo avance com o corte de 4000 milhões de euros na despesa do Estado a partir de 2014. O que obrigou a instituição liderada por Christine Lagarde a lembrar que, em conjunto, os salários da função pública e as pensões valem "24% do PIB e 58% da despesa pública, excluindo juros". Por isso, frisa o documento, "parece impossível atingir os objectivos de redução de despesa pública sem alterações nestas duas áreas", onde devem ser feitas "reformas relevantes". Isto quer dizer, para o  FMI, ter chegado a hora das reformas "inteligentes". Para o indígena mais consciente do descalabro onde mergulhamos, é preciso "fazer sangue" a eito, no domínio das regalias e dos privilégios de todos os regimes especiais, bem como na "reserva dos heróis" que assaltaram e controlam o moribundo Estado. 
O que reste do bom senso nacional vai ser chamado a juízo e tem de responder presente. Terá de escolher entre mais protecção social ou menos carga fiscal. Os portugueses terão de dizer o que estão dispostos a fazer pelo seu País, na actual luta entre "direitos adquiridos" e "princípio da igualdade", porque é isso que verdadeiramente está em causa. E se persistir a tendência suicida para recuperar um "nível de vida" artificial, definitivamente desaparecido, é porque não passamos de uma corja de incorrigíveis irresponsáveis.
Quanto às conclusões do estudo do FMI que acabamos de conhecer, aquilo que mais devia incomodar o cidadão comum parece nada o preocupar. Trata-se do atestado de menoridade e incompetência passado aos portugueses, melhor, aos governantes que têm mexido na "coisa pública" durante todo este tempo de ilusória abundância. Sem a mínima vergonha, protestaram indignados com tanta intromissão. Como se fossemos dignos de mais respeito. Presumindo do que não somos, houve quem classificasse o estudo de "utopia para alimentar debates" e quem até incitasse à revolta com "levantamento popular". Já não há pachorra para esta lengalenga nem para a gasta desculpa dos falhados: não existem condições políticas, sociais e outras que tais.    


reforma

Primeiras e significativas reacções:

- A proposta do FMI considerada pelas eminências pardas "subversão do regime democrático e constitucional".
- Função Pública volta a ser a mais visada no corte de quatro mil milhões.
- FMI sugere cortes até 20% nas pensões e subida da idade da reforma.
- Cortes no funcionalismo devem atingir salários mais baixos e serem permanentes.
- Previstos dois anos de mobilidade especial prévios ao eventual despedimento.
- No sistema de ensino é sugerida delegação de competências no sector privado.
- Subsídio de desemprego continua a ser considerado longo e elevado.
- UGT: Cortes são cegos e inaceitáveis podendo pôr em causa o Estado e o País.
- CGTP: Propostas do FMI representam “um ataque sem precedentes” a Portugal.
- FMI aponta margem para reduzir vencimentos e voltar a subir taxas moderadoras na Saúde.
- FMI admite dispensa de 50 mil na Educação entre professores e pessoal auxiliar.
- Ordem dos médicos e Movimento de Utentes da Saúde "indignados" com cortes propostos pelo FMI.
- FENPROF: Medidas do FMI para a Educação paralisariam as escolas e podem "demolir sistema educativo".
- Forças Armadas e Polícias visados nas propostas consideram Relatório do FMI "desfasado da realidade e ridículo".
- GOVERNO: Não descarta qualquer medida proposta pelo FMI e sublinha que a reforma do Estado é crucial para a sustentabilidade futura do País, porque é preciso discutir o que queremos para Portugal.

A PROPÓSITO DE REFORMAS:

“Mas o que é o Estado? Terminamos 2012 com a sempiterna vontade de reformar as funções do Estado, até porque não sabemos onde é que esse Estado começa e onde termina. É preciso cortar 4 mil milhões em 2013 e arrecadar outros tantos , mas onde? Se ninguém sabe, se ninguém quer saber, se a Constituição não deixa se e mais ‘ses’. Acabamos o ano sem esperança, sem certezas e sem ideias. E com muitos medos pelo caminho. Este é um tempo em que precisávamos de reflectir sobre o que fazer; este é também o pior tempo para reflectir sobre o que fazer. Estamos mais entrincheirados do que nunca.” (Pedro Lomba)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"Mais lenha na fogueira"


Vital Moreira não encontra violações da Constituição no Orçamento do Estado

Vital Moreira não encontra violações da Constituição no OE

O constitucionalista Vital Moreira não partilha das teses que defendem a existência de inconstitucionalidades no Orçamento do Estado para 2013, argumentando que apesar dos vários cortes que incidem sobre os funcionários públicos e os pensionistas, o "elo mais fraco" são os trabalhadores do sector privado, que estão sujeitos a "elevado risco de desemprego e perda absoluta de rendimentos". Considera ainda que o corte nas pensões é o "único ponto constitucionalmente problemático" .
Segundo o especialista em direito constitucional, "é a inconstitucionalidade (e não a constitucionalidade) que é preciso demonstrar de forma convincente, pois em caso de dúvida ela é dada como não provada".
Analisando o articulado para que foi solicitada fiscalização, Vital Moreira verifica que a redução dos escalões de IRS e a sobretaxa não "alteram a progressividade do imposto" e a situação "mais favorável" da Função Pública justifica que o contributo dos trabalhadores do Estado seja superior "em situações excepcionais".
Apesar de considerar que o corte nas pensões pode ser o "mais problemático", o eurodeputado afirma que "o ponto não me parece suficientemente forte para sustentar um juízo de inconstitucionalidade". Isto porque as pensões são generosas face aos descontos e "os reformados não correm o risco de ficar sem rendimentos, por causa de despedimento".
E conclui que o Orçamento para 2013 é "bem menos desequilibrado na repartição dos sacrifícios (entre sector público e privado e entre rendimentos do trabalho e do capital) do que o do ano passado".

Enquanto se aguarda pelo veredicto, por um lado o Governo não deixa de repetir que para fazer este Orçamento estudou o acórdão do Tribunal Constitucional de 2012, como forma de evitar erros anteriores. Por outro, vários especialistas vão alertando para a especificidade do que está em julgamento e para as circunstâncias em que o mesmo é suscitado. Daí que as decisões que o Tribunal Constitucional vier a tomar nesta matéria não possam deixar de ter cariz constituinte para o próprio regime político. E quanto à vertente política, Paulo Pinto Mascarenhas

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A crise dos "pentelhos" constitucionais



ORÇAMENTO E CALCULISMO 

O Presidente da República resolveu fazer coincidir a promulgação do Orçamento do Estado para 2013 com a passagem de ano, dia em que aproveitou a mensagem de Ano Novo para se pronunciar sobre o documento. Decidiu requerer ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva mas não achou conveniente usar o veto político. Suspeitou existirem inconstitucionalidades mas achou demais pedir a fiscalização preventiva. Nada detalhou sobre as dúvidas colocadas ao TC mas criticou o "ciclo vicioso da austeridade" e a "espiral recessiva da economia", caminho por onde este orçamento conduzirá o País. Repetiu o diagnóstico da profunda crise e da falta de crescimento sem apresentar qualquer ideia inovadora.  Pôs em causa o Governo mas é incapaz de o demitir. Contenta-se em deixar recados: "eu bem avisei dos perigos" (se tudo correr mal); "eu tinha razão para ter esperança" (se houver algum sucesso). Entretanto, "senhores juízes: Por favor decidam e não me comprometam". Como se ainda fosse possível melhorar a sua imagem turva e recuperar a popularidade há muito perdida. Temos um PR que deixou de o ser e só vive obcecado com o insignificante lugar que a História lhe reserva como político. Enquanto isso, espera mais ou menos angustiado que a excitação não aumente.

PÉ-DE-VENTO

Com a decisão do Presidente da República de requerer a fiscalização preventiva, logo se questionou a fragilidade da sua escolha e a possibilidade de ser desautorizado, caso não seja reconhecida qualquer inconstitucionalidade. Seguiram-se pedidos do mesmo tipo de fiscalização apresentados pelo PS, pelo PCP e BE. Virão a seguir o do Provedor de Justiça e do Procurador Geral da República. Tanta gente junta bastou para deixar de haver lugar para qualquer desautorização. Contudo, voltaram os destaques da imprensa sobre as práticas consideradas inadmissíveis de alguns membros do Governo e de outros agentes próximos, empenhados em difundir ameaças veladas da ingovernabilidade ou da queda do executivo. 

Mas afinal quem pressiona quem? É o governo que tenta influenciar o TC com ameaças de caos governativo, se as normas a fiscalizar forem declaradas inconstitucionais, ou é a avalanche de pedidos de fiscalização que estão a chegar às mãos dos juízes, por ninguém querer ficar de fora da contestação? Com todos a solicitar o mesmo, e se o que está em causa não são os seus particulares interesses dos envolvidos, não estaremos perante um tácito "lavar de mãos" dos principais órgãos de soberania acerca do Orçamento do Estado? E se depois de tudo ponderado o TC não encontrar razões suficientes para declarar a inconstitucionalidade? (algo que a quase todos parecerá impossível). Mas nem tudo se repete como no orçamento anterior e as circunstâncias também não são as mesmas.

E a interferenciazinha que faltava:   

"É claro que depois do Presidente Cavaco Silva ter enviado o Orçamento de 2013 para a avaliação do Tribunal Constitucional, apontando para algumas anticonstitucionalidades, aliás de acordo com a maioria dos constitucionalistas portugueses, o Tribunal Constitucional dificilmente deixará passar o Orçamento. Também o não fará como no ano passado, com um subterfúgio como então sucedeu. O ambiente é outro - não o esqueçamos - e a esmagadora maioria dos portugueses, de todas as condições sociais, está indignada. Ora o Tribunal Constitucional não pode deixar de ter isso em consideração. A menos que queira, ele próprio, desprestigiar-se." (Mário Soares)


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quando a necessidade aguça o engenho



Calendário erótico para pagar autocarro

Em Espanha, numa pequena localidade de Valencia, um grupo de mãezinhas aflitas pelo desaparecimento do transporte escolar municipal, encontrou maneira de manter um autocarro na terra, pago com o rendimento das vendas de um calendário erótico, ilustrado  por "mães de família".  
Estamos perante mais "uma boa causa", com o objectivo único em que todos acreditam: custear o transporte escolar dos filhos. O que bastou para motivar este grupo de mamãs "todo-terreno" recorrendo ao expedito método de tirar a roupa para serem fotografadas "en pelotas". Esta curiosa iniciativa está dar bons resultados e já assegurou o pagamento de parte dos encargos. A campanha continua até conseguirem verba suficiente para pagar o transporte de todo o ano. Como fizeram questão de destacar, "por um filho, faz-se qualquer coisa" . É mesmo? Parece que sim.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Há dias para tudo




Emoção suficiente.

sábado, 5 de janeiro de 2013

As suspeitas dos suspeitos do costume




Quando Ana Drago se indigna com a ameaça de um "Lobo", transformado em "Raposa" e metido num "Galinheiro", ou está fazer graçola, ou faz alarde daquilo que de pior a esquerda exibe: a superioridade moral. 
Afinal o que é necessário para nos podermos mexer, dizer ou fazer, sem que a suspeição nos persiga?
Com um serviço público infestado de parasitas, que pouco produzem e muito cobram, aparecer alguém que se disponibilize para servir, é logo um suspeito? Ou será que somos um covil de manhosos, sempre prontos para o saque, quando a ocasião surge? Vamos lá ver a coisa...
António Lobo Xavier vai presidir à comissão encarregada de rever o código de IRC, que apresentará conclusões do trabalho brevemente, que serão objecto de análise para futura aplicação, por quem fiscaliza e legisla: a AR. Certamente foi escolhido porque é um especialista em Direito Fiscal, para além de administrador em empresas do sector privado. Mas, mas, é o mesmo que preside a um grupo de pessoas não remuneradas pelo que vão fazer... Será isso que falta para serem independentes, insuspeitos, impolutos, na óptica de bloquistas e similares?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Assunto: "Engraçadinhos"

Não tem graça quem quer

Nós, os indígenas, somos assim: temos a sorte de nos faltar graça e o azar de nos sobrar desgraça. Perdemos a honra, a reputação, a vergonha, o jeito, mas não perdemos a manha. Somos dos desgraçados que ainda tentam ser engraçados. Quase tudo perdemos mas não perdemos a graça; nunca a tivemos... tal como  riqueza. E ainda não descobrimos porque caímos em desgraça. 
Miséria quanto baste, pobrezinhos de espírito, humor pobrezinho, alegremente. 


Tempos de vida difícil, até para rir. Eduardo Cintra Torres 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O titular da pasta sem ministro



Marques Mendes deseja... O conselheiro que palpita a partir da TVI no momento solene  de formular votos para 2013

"Este será o ano que marcará o princípio do fim... Há quem esteja pior, mas o mal dos outros não resolve os nossos problemas... Só que faz bem à nossa auto-estima sabermos que somos diferentes..." (não há nada como começar em estilo profético)

"Espero e desejo que em 2013 o Governo não se limite a fazer cortes... Também é necessário começar a construir... A construir um novo modelo de fortes incentivos à atracção de investimentos, para criar riqueza e gerar emprego..." (como insiste nas sentenças óbvias para ver se pega) 

"Desejo e espero que tenhamos em 2013 um pensamento mais positivo para apelar à confiança nas nossas capacidades e à esperança nas nossas potencialidades... Há sempre um lado positivo das coisas que importa valorizar... Para vencer é preciso acreditar e nós vamos mesmo vencer..." (é pedir muita transpiração e nem com ajudas dos santinhos mais fortes)

Marques Mendes (Só pode estar tocado. Ou não parou de beber desde o reveillon ou alguém lhe tem posto pozinhos no leitinho)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Hoje é sobre Cultura sem dinheiro


"A crise talvez nos traga um resquício de bom senso para varrer a parasitagem e a gritaria do dúbio mundo das actividades culturais"

"Nunca pensei que viesse o dia em que os míseros dinheiros da Cultura acabariam por pesar no Orçamento do Estado. Com os 'cortes' previstos e a 'derrapagem' que se adivinha, a Cultura será reduzida a uma tabuleta sem nada por trás. A gente que vivia dos vinténs daquele triste estaminé precisa agora de procurar outro emprego (...) 
As despesas da Cultura serviam na essência dois fins: primeiro, o 'património' e, segundo, o que por aí se chama, ou chamava, quase sempre com claríssimo abuso, 'actividades culturais' (cinema, teatro, bailado, congressos, viagens, mais as 'instalações'). Durante 30 anos de absoluta liberdade, não apareceram 'actividades culturais' de qualidade e hoje continua a não haver cinema, teatro e tudo o resto. Quanto ao 'património cultural' (escasso e pouco interessante), o Estado não se deu ao trabalho, politicamente inútil, de conservar e de explorar o legado que a República herdou (...)
Os sucessivos Governos a que sem um murmúrio nos submetemos, preferiram o estrondo das 'Capitais da Cultura' e de obras sumptuárias para comemorar a sua irremediável mediocridade. O Dr. Cavaco é responsável pelo C. C. Belém e pela Expo 98; a necessidade de angariar votos no Porto pela Casa da Música, agora falida e sem cabeça. Estes símbolos reflectem o desinteresse ou repugnância dos portugueses pela presença ou só o cheiro da Cultura. E os produtores da dita desesperam com a ausência de público, que eles mais do que merecem.” (Vasco Pulido Valente - Público) 

Entretanto o norte protesta de mãos dadas, envolvendo num abraço sentido o "meteorito" da Boavista. Ainda corriam as lágrimas pela "Praça da Alegria" e mais um desgosto. É a vidinha andar para trás de tantos inconformados pela falta de verbas. Num pranto sem fim prosseguem as exéquias das "forças vivas do carágo". E não se esqueçam de fornecer o NIB para as ajudas dos "amigos da coisa".  


       Casa da Música - Músico da Casa

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O órgão de soberania de 2012


Começo do ano possível


O Supremo Magistrado da Nação, dos desígnios da República, dos despachos essenciais, das excitações frívolas, das insignificâncias do dia-a-dia, vai falar a seguir...



...para cagar sentenças transcendentes, do cada um olha por si e do todos olham pelo mesmo. O quase-inútil vai falar para nada dizer sobre coisa nenhuma.


“Não vale a pena esperar muito das revisões da Constituição. Na actualidade como nos primórdios da República, as clientelas de vária espécie e pêlo tomaram conta dos partidos com uma única ideia: usar o Estado para se fortalecer e se instalar no governo. Por isso, não serão os arranjos do texto constitucional que impedirão a desordem dos poderes públicos existentes. Hoje, um ministro das Finanças e os seus técnicos de contas mandam no primeiro-ministro; um ministro metediço trata da reforma administrativa nas costas do titular da pasta e decide sobre o futuro da RTP; Pedro Passos Coelho ignora o parceiro da coligação na discussão do orçamento. Basta abrir um jornal ou uma TV para encontrar um escândalo sem explicação e sem desculpa. Não vivemos, com certeza, num Estado de direito. Mas, no assento etéreo onde subiu, Cavaco Silva contempla o arraial com serenidade e deleite.” (Vasco Pulido Valente)     

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ainda "Artur Baptista da Silva"


Para que se saiba o que fez no verão passado... "falou de outro rumo político... disse o que todos queriam ouvir..." E por tudo isto é o eleito para liderar a "Alternativa de Esquerda". Sempre em frente e nada de voltar à direita. A vidinha é do lado contrário. Ânimo camarada! 


"Os pontos do vigário" Alberto Gonçalves - DN
"O fabuloso Sr. Artur" André Macedo - DN
"Lição de aviso" João Pereira Coutinho - CM
"Academia do Bacalhau" Luciano Amaral - CM
"Condecoração para A. B. Silva" João Miguel Tavares - CM 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ninguém arrisca mais



"2012 foi um ano de previsões apocalípticas, sobre o Euro, sobre Portugal ou a Grécia, sobre quase tudo. Sobre Portugal, ainda não mergulhou no caos político e social, como foi dito, previsto ou desejado, por todos quantos se abeiraram dum microfone, no ano que agora acaba. De Torgal Ferreira a Pacheco Pereira, passando pelo estridente Mário Soares, não têm faltado os profetas de um Portugal mergulhado em convulsões e outras desgraças. E nada. Tudo esbarrou numa mesma realidade: o que se pode perder com rupturas precipitadas é muito mais do que se pode ganhar. Antes a austeridade que a revolução." (José Manuel Fernandes - Público)  

Por que podemos estar surpreendidos? por não vermos as explosões sociais tão anunciadas? uma coisa é a incomodidade de quase todos, outra coisa é o desespero de alguns. Há as expectativas frustradas das vidinhas estáveis e as experiências dramáticas de tantos desempregados. Isto não deve ser entendido como uma tragédia assim tão generalizada. Está difícil para a maior parte e insuportável para a parte restante. O quotidiano das pessoas na rua e os números que vão traduzindo a realidade são disso prova. Para além de tudo, somos moderados, "de brandos costumes", porque observando com cuidado, ainda há muito que se pode perder. 
A verdade é que, Portugal não é a Grécia, mas os portugueses são bastante parecidos com os gregos, esses mesmos que ainda tentam conservar o impossível. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

"Figura do Ano"


Alegado burlão da ONU diz que está a ser alvo de linchamento de caráter

Como isto é Portugal, Artur Baptista da Silva deve ser reconhecido "a figura nacional de 2012". A escolha  do  inconsciente colectivo está feita. No fundamental, o figurão representa o que cada português anseia, ir à televisão dar nas vistas e afrontar os sabichões, para se transformar em entendido figurante público.

Destas singularidades, bem poderíamos dizer que quase tudo nos acontece. Também não é certo que haja muitos especialistas da nossa praça que não o merecessem. Um certo deslumbramento pacóvio, muita pressa de informar sem investigar, dose bastante de facilitismo jornalístico, não podiam acabar melhor. E nesta balbúrdia, não falta quem por aí ande a dizer disparates convenientes e muitos mais que os queiram ouvir. Isto basta para não ser fácil distinguir um discurso coerente duma argumentação falaciosa, quando a cultura caseira é a trapalhada ou a aldrabice. Com jornalistas tão ansiosos por colocar aquilo que pensam na boca de um qualquer especialista, acabaram por ser eles a tornarem credível um burlão. 

Tal como noutros países da nossa igualha, os vigaristas encartados também fazem parte dos produtos genuinamente nacionais. É fácil tropeçar num potencial "Baptista da Silva" à esquina de qualquer rua, pronto a ser reconhecido e acarinhado, para acabar transformado num herói. Gente de currículo especializado e cartão de visita aparatoso, sempre cativou os nativos. Não se esqueça que já elegemos  um sujeito assim para primeiro-ministro. Agora (diz que) estuda filosofia afrancesada para concluir a ilustração.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Falta saber como vai isto acabar




Acabou há pouco na SIC-Notícias uma entrevista a Efromovich, cidadão brasileiro/polaco interessado na compra da TAP. Depois do governo português ter recusado a proposta de compra, por alegada falta das garantias bancárias, apenas se ouviram em repetição as pretensas justificações do interessado, em mais uma passagem pelos canais de televisão nacionais. Segundo o empresário, nada está para concluir e nada está encerrado; tudo está para negociar se o governo assim quiser e disso lhe derem conta. Considerou que houve precipitação e/ou equívoco das autoridades portuguesas, porque seria apenas hoje o dia de conclusão do negócio. Nada mais clarificou da rejeição da proposta e menos ainda do que pretende fazer a seguir. Apenas que o negócio poderia prosseguir já amanhã. Não se percebe por isso porque concedeu a entrevista. Contudo, não descuidou nada daquilo que todos os cariocas tão bem fazem: soltar muito charme frente às câmaras; enaltecer bastante o trabalho negocial dos portugueses; procurar dar a volta ao jornalista que o entrevistava; dizer-lhe tu-cá tu-lá, não perguntes isto, pergunta aquilo, tudo cheio de galhofa e risota com o Mário Crespo. Em suma: não parece que se possa esperar muito mais deste cavalheiro. João Marcelino      

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ver cinema


"VERTIGO" - Um regresso aos cinemas portugueses


Vertigo - A Mulher que Viveu Duas Vezes

O cinema da idade de ouro de Hitchcock


Filme premiado de Hitchcock vai ser regravado

“Vertigo – A mulher que viveu duas vezes”, realizado em 1958 e um dos mais conhecidos filmes de Hitchcock, está de volta aos ecrãs nacionais por ocasião da sua entrada para número um do top dos “melhores filmes de sempre”. A reposição digital do que é agora considerado o melhor filme da história do cinema pela “Sight & Sound”, revista do Instituto do Cinema Britânico, é uma das importantes notícias cinematográficas do ano.



A votação de 2012 da revista “Sight & Sound”, uma escolha de especialistas feita a cada dez anos, desta vez elegeu “Vertigo” como “o melhor filme de sempre”. A película de Hitchcock destronou assim “Citizen Kane – O Mundo a seus pés” de Orson Welles (1941), há cinco décadas no topo da lista.

domingo, 23 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Preparados para o fim do mundo?





Não vai ser fácil acabar com a coisa.
A não ser do Cosmos.


Tantas incertezas, tantos sacrifícios... E já não falta muito tempo.


Mas não digam que não há quem esteja preocupado com o futuro.  

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Corrupção e Decadência da Catalunha



Há alguns dias atrás foi publicado mais um relatório anual do organismo que acompanha a corrupção mundial, avaliando o crescimento e/ou diminuição do fenómeno, nos diferentes países da comunidade internacional. Nenhuma alteração significativa se registou, com os países da Europa do sul como Portugal e Espanha mais uma vez colocados lado a lado nos últimos lugares do conjunto da comunidade europeia. 
Como invariavelmente acontece nos momentos de maior aperto das finanças públicas dos Estados mais débeis, ressurge o desgastado imperativo de combater a corrupção com propostas novas que nunca  são para ir além das intenções. Acabar com a corrupção parece ser coisa que a ninguém interessa, já que ninguém se consciencializa da necessidade de eliminar a praga e ninguém acredita ser possível a erradicação da moléstia. Enquanto isso, todos vamos andando, a fazer pela vida e a fazer de conta, por aí, como potenciais criminosos, misturados com os aspirantes e os diplomados trafulhas, porque mais ninguém frequenta o sítio.
Na Catalunha, desde as eleições locais do passado mês não param os desenvolvimentos sobre casos de corrupção envolvendo políticos catalães. É por isso oportuno reflectir sobre a facilidade e a frequência com que se multiplicam actos corruptos e ainda sobre a passividade e a complacência dos cidadãos eleitores, sejam catalães ou de qualquer outra zona da península ibérica, sempre que  estas situações são conhecidas. 
Como as mudanças têm significado apenas retrocessos, bem distante vai o tempo duma Catalunha cosmopolita e moderna, liderada por uma burguesia dinâmica e culta, acolhedora de tantos espanhóis das zonas mais pobres, modelo invejado por qualquer região da Espanha mais pobre. Produto do que de pior vai tendo a política, a actual realidade catalã não se recomenda.
Quando no início dos anos 80 tomava posse Jordi Pujol para um longo trajecto de mais de 20 anos à frente do governo autonómico catalão, começava uma paulatina caminhada nacionalista de enfrentamento com o Estado central espanhol e de propagação do sentimento independentista. Tivesse sido este o único propósito que manteve no poder esta figura do catalanismo nas sucessivas eleições e apenas se discutiriam os procedimentos desenvolvidos ou a legitimidade duma Catalunha independente. 
Até agora, primeiro com Pujol e a seguir com o seu delfim Artur Mas, os governos da Catalunha chantagearam o governo central quanto puderam, desobedeceram às decisões dos tribunais centrais para contornar leis, enquanto a economia catalã afrouxava e o poder autonómico esbanjava recursos. Desde o ano passado, o monstrozinho da Generalitat apenas se sustenta com o dinheiro de Madrid e não corta um chavo em tudo o que seja gasto com a treta independentista. 
O mais preocupante é a corrupção instalada onde haja que chafurdar. Em plena campanha eleitoral do passado Novembro, enquanto os independentistas agitavam a bandeira da opressão sem discutirem o que fosse sobre a iminente bancarrota da autonomia a que presidiam, alguns jornais espanhóis publicavam dados relevantes sobre corrupção e fuga de capitais para a Suíça, tanto do clã Pujol como da família Mas. Nas eleições que se seguiram o eleitorado vota em força e apenas retira a hipótese de maioria à CIU, votando noutros partidos independentistas que em aliança governarão e repartirão influência. Daí para cá, continuam as revelações comprometendo Pujol com os filhos atrelados pelas benesses, bem como outros dirigentes partidários actualmente no poder. Toda esta gente com ligações a casos de corrupção, em conluio com políticos doutras regiões e que transitam pelos tribunais do território espanhol, da Galiza à Andaluzia.
E nisto se transformou a Catalunha destes tempos: numa região decadente, onde apenas os dissimulados prosperam com manhosa vitimização; num depauperado território onde os iludidos se limitam a agitar bandeiras de libertação; num dos piores exemplos de legitimação do poder autónomo ou independente ao serviço de demagogos populistas.
Pela Catalunha ou por qualquer canto de Espanha, por Portugal ou por qualquer das nossas ilhas, que sentido fará dar a oportunidade ao povo de se pronunciar sobre questões desta importância? Que se pode esperar de quem tanto se indigna com corruptos e em sequer é capaz de lhe negar o seu voto? Não passamos duma cambada de "chorizos", como se diz pelo reino vizinho.