quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cantigas e Cantadores



DOS ACORDES DO "FLAMENCO" AO PRANTO DO "FADO"

Os espanhóis começam a ter razões para acreditar no futuro do seu País. Poucos dias após ter surgido o grande escândalo de corrupção que atingiu o partido do governo, Rajoy surpreende no Parlamento enfrentando a oposição com a autoridade de quem segue um rumo definido e nada quer ocultar. Sabendo que destapada a teia de corrupção, as vítimas serão de todas os quadrantes, foi na discussão das políticas que o duelo lhe foi muito favorável. E apenas levava no bolso um bom resultado no défice. Só que, por lá e ao contrário do burgo de cá, sobre o legado do passado socialista, não há pacto de silêncio, todos os devaneios do passado recente são confrontados com as novas medidas do actual governo. A imprensa local foi unânime em considerar que os socialistas foram acantonados por um governo que apenas continua determinado e perseverante, com um bom plano mas ainda com muito por concretizar.  

Os portugueses continuam inquietos e preocupados com o que vai acontecendo ao País e com aquilo que podem esperar de quem conduz os seus destinos. Por cá temos de tudo e sabemos pouco de quase nada. Tudo pelintra e à socapa para evitar muita maçada. Há corrupção e impunidade; há abusadores e abusados mas não se sabe dos abusos; há polícias e ladrões e roubos sem culpados; há reformas urgentes para fazer e não há vontade de as realizar; há bastante porcaria e fedôr nesta espelunca mal frequentada. Quanto ao resto, a corja vai andando a desaproveitar oportunidades, a rejubilar com sinais positivos e a não acautelar consequências negativas, a cavalgar a onda hoje e a cair da burra abaixo amanhã. Tantas vezes, por nem sequer se preparar convenientemente uma nova medida, a estratégia de comunicação e aplicação para que haja sucesso. Só esta incompetência pode ter colocado o ministro Relvas na rua a desafiar descontentamentos embalado em "grandoladas". Neste jogo, há quem ache que Trunfo é Seguro.   




OUTRAS MÚSICAS  -  “CINCO MINUTOS DE JAZZ”

O mais antigo programa da rádio portuguesa celebra hoje o 47º aniversário. Foi a 21 de Fevereiro de 1966 que se estreou na Radio Renascença e está actualmente na Antena 1 da RDP, sempre uns minutos antes das 22 horas.
José Duarte tinha 28 anos quando este programa de divulgação do Jazz começou. O radialista considera que o programa tem uma fórmula justa porque se pode resumir aí tudo o que é preciso saber sobre o jazz. Primeiro faz uma introdução, mostra uma música e no final deixa uma breve explicação. Cinco minutos são os necessários para cada música. 



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

"A família ferroviária"




DESPOJOS DO SALAZARISMO

As greves na CP bem podiam ser classificadas como mais um património (material e dispendioso) desta porção de humanidade decadente que se distribui pela espelunca, ainda afeiçoada a carris e a tetas. Uma espécie de tradição nacional, com repetidos rituais desde o passado ano e com adequadas celebrações aos feriados. Se alguma vez os comboios de Portugal voltarem a circular em dias festivos, fará todo o sentido sair à rua na defesa de mais uma tradição ameaçada. 
Como tradições são para se manter, a última greve foi acompanhada de concorridos arraiais bem mais animados. Este acréscimo de entusiasmo teve origem no fim de uns direitos adquiridos em forma de regalias (como tudo o que por aí se adquiriu) de que beneficiava a lendária "família ferroviária", agora de "luto ferroviário", porque "nem o Salazar foi tão longe". Traduzindo: os ferroviários e os seus familiares, até perder de vista e até à tumba, vão começar a pagar bilhete, como qualquer pobre nativo. E também se aguarda que "a limpeza dos peitinhos" chegue a outras aberrações do género, sem esquecer as forças da ordem e as luminárias da magistratura. Haja comboios e que acabe a mama.  
As greves da CP ou da Refer em 2012, foram paralisações que, para além de greves gerais nos feriados,  cirurgicamente, incidiram nas horas extra de 295 dias do ano. Isto é, dois dias de greve em cada três, com 30.000 comboios suprimidos. Mas, "os trabalhadores da CP" não aceitam cortes nas horas extra e entendem que a famelga deve viajar de borla. Assim mesmo, com a catástrofe em curso. É espantoso... Indignação? Qual quê, vila morena

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mais papista que o Papa


HÁ QUEM FAÇA QUESTÃO DE SEMPRE APARECER

Zeloso e serviçal, o Bispo das Forças Armadas foi dos primeiros de sotaina a responder à chamada. Como invariavelmente costuma fazer, quando resolve ter opinião sobre causas várias, sentenciou aos fogachos (como faz a tropa fardada quando se diverte) acerca do que acha e deixa de achar sobre papas. O que  pareceu estranho foi ter resumido as qualidades de teólogo e intelectual conceituado à simples conclusão de um Papa educado. Deve haver coisas que passam despercebidas a certas mentes. Entretanto, não quer um Papa de modas ou de lóbis; quer um Papa dos pobrezinhos e do conforto social. Bem entendido, antes parece querer um Papa-Açorda. Mas como D. Januário é dos sabichões, concluiu que não foi por falta de forças que Sua Santidade resignou; foi por falta de confiança na Cúria e por estar farto de tanta algazarra na Igreja. Uma vantagem haver alguém que alerte para a nociva conspiração, mesmo  recorrendo à intriga. Quanto à vozearia, sobretudo depois do aviso de renúncia, está cheio de razão. E por falar em gritaria: Senhor Ferreira, porque não se cala? 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Para Passos Coelho não perder o sono



QUESTÃO DE ESTRATÉGIA

As deficiências na gestão e comunicação política têm sido dos pontos mais fracos na estratégia da actual coligação governamental. Daí que o Primeiro-Ministro decidisse agora entregar essa tarefa a Paulo Portas, no sentido de coordenar o dossiê do corte dos quatro mil milhões. Por uma vez, parece ter sido entendida a vantagem de evitar afrontamentos entre os líderes e de fortalecer a coesão no Governo.
Com esta mudança no funcionamento da coligação, continua evidente algo do se tem visto ao longo da vida deste governo PSD/CDS. Passos Coelho é prisioneiro de Portas. Como sem o CDS não há Governo, Passos Coelho tem de ceder a Portas. Foi o que aconteceu ao atribuir-lhe a condução política deste corte dos milhões. Só que, ao estabelecer esta nova missão para o seu parceiro no Governo, Passos Coelho capturou Portas (para que cenas como a do aumento colossal dos impostos não se repitam). Desta vez, o líder do CDS (em conjunto com Vítor Gaspar) está no centro desta fundamental e desagradável decisão política.
Esta prisão que condena Portas e Passos Coelho faz ressaltar outra evidência: a da (in)utilidade de Miguel Relvas na coordenação do elenco governativo. Manter Relvas no Governo é algo que já não faz qualquer sentido.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Figurões e figurinhas



FRANQUEZAS E FRAQUINHOS

Ainda por aí andam às voltas com as peripécias do Taguspark e com a tendência manifestada por Sócrates para envolvimentos com Luisinhos: o do enquadramento com as câmaras, o do enquadramento com as balizas, fora outros "free" enquadramentos da outra banda.




HÁ ELEIÇÕES EM ITÁLIA E NÃO APENAS NO VATICANO

As trocas de palavras entre Berlusconi e Monti têm marcado a campnha eleitoral italiana e têm sido cada vez mais duras. Mário Monti que foi nomeado para comissário europeu por um dos governos de Sílvio Berlusconi, foi considerado por Il Cavalieri "um professorzeco que nada entende de economia" ...logo agora que Mário Soares está em convalescença e nada pode dizer em defesa do modelar governante. 





METEORITOS, ASTERÓIDES, RAIOS E CORISCOS. 
UMA "CHUVA DE ESTRELAS".

No Parlamento o primeiro-ministro discursava e um grupo de pretensas celebridades da esquerda indígena resolveu protestar cantando "Grândola Vila Morena"; porque diziam ser "o povo quem mais ordena". Como se a Assembleia não fosse a expressão da escolha democrática. Depois, Passos Coelho rematou dizendo: "Eu também tenho emoções e me emociona com a situação". Faz bem ter e sentir. 





Não é tomar no "CÚ". É tomar no CU, sem acento. 


O acordo ortográfico ainda não se meteu nisso. Como a festa está para durar, uma propedêutica fiscal por um lado, e uma subversão higiénica por outro, são úteis.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Da Justiça e do Socialismo



Senhora ministra Teixeira da Cruz. Não foi à espera que tudo se mantivesse como encontrou na "casa da justiça" que aguardamos pelo seu trabalho. Se depois do que até agora fez, o que temos é isto e o problema é este, o que podemos esperar do Ministério da Justiça? Não nos façam perder a paciência e recorrer ao método-Viegas, a propósito de qualquer coisa. Além disso, nem sempre estamos para tantos excessos. 


O Socialismo, nunca foi o que se pensou, ou já não é o que era. Na última Conferência da Internacional Socialista realizada em Portugal uma espanhola, dirigente das juventudes socialistas europeias, fez severas críticas à organização dos socialistas. Foi assim que melhor se perceberam as razões da ausência do líder do PSOE na reunião. Agitados com a profunda crise que afecta os países periféricos da UE, continuam reunidos este fim de semana em Espanha, Pérez Rubalcaba, António José Seguro e outros figurantes menores do socialismo, de candeia, na busca de alternativas. Do que disse Beatriz Talegón, em Portugal, não houve qualquer eco; lá fora, ninguém lembra muito tempo o que é incómodo. Quanto ao desabafo da jovem, não te iludas caríssima Beatriz: sem hotéis de 5 estrelas e complementares mordomias das mesmas categorias, não havia socialismo.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Boa ideia mandar o fisco "tomar no cu"



"Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar fiscalizar-me à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência". Francisco José Viegas.



Francisco José Viegas avisou que se alguém o fiscalizar, para saber se pediu factura, lhe dirá para ir “tomar no cu”. Num surpreendente post publicado no seu blogue "A Origem das Espécies ", o ex-secretário de Estado da Cultura leva aos limites a crítica ao actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais por causa da emissão de facturas.
Neste País de práticas manhosas e contraditório apreço pela liberdade, esta fiscalização em larga escala deverá dividir os portugueses: numa maioria de prevaricadores que tanto reclamam por muita acção fiscalizadora do Estado controleiro, e num grupo minoritário dos que já não suportam mais a intromissão da ineficaz e corrompida máquina eatatal em tudo aquilo que mexa.
Segundo informações do gabinete de Paulo Núncio: “como a lei é aplicável a todas as transacções é sempre obrigatório emitir/exigir factura”; “as novas regras criam condições necessárias para a fiscalização da AT”; “as acções de fiscalização podem ser realizadas à saída dos estabelecimentos”; “já existem processos de contra-ordenação instaurados a consumidores finais”; ”tudo para combater a economia paralela e a evasão fiscal”… Compreendido. 
Como multa a AT e como identifica o infractor na via pública? Para quem recusa a ordem, puxam da pistola, é à estalada, é ao pontapé, ou vão chamar a polícia? E qual a legislação que se aplica ou a regulamentação em vigor? Na qualidade de consumidor final, serei responsável pela eficácia das brigadas de inspecção? Em que espécie de agente me querem transformar?  
Assim mesmo, Francisco José Viegas. O teor “curto e grosso” é a forma mais adequada para responder aos exageros persecutórios sucessivamente instituidos pela autoridade fiscal. Bom exemplo para ser seguido por todos os que não estão dispostos a tolerar abusos intoleráveis. A oportunidade de cada um actuar pode acontecer a seguir. Nada melhor que aguardar pela sua vez e na hora reagir como se impõe.      


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Coisas do Cupido e da Sogra


No dia em que "um certo ridículo" sai para a rua ou entra em casa, um vulgar contributo, tão "brega" ou "cursi" (na falta de melhor termo no vernáculo lusitano) como tantos outros. 



                                                  Pobre velha música!
                                                  Não sei por que agrado,
                                                  Enche-se de lágrimas
                                                  Meu olhar parado.
                                                  Recordo outro ouvir-te,
                                                  Não sei se te ouvi
                                                  Nessa minha infância
                                                  Que me lembra em ti.
                                                  Com que ânsia tão raiva
                                                  Quero aquele outrora!
                                                  E eu era feliz? Não sei:
                                                  Fui-o outrora agora.

                                                  Fernando Pessoa


Então o arco e muitas flechas de amor


E o que terá a sogra a ver com isto? Muito por ter contribuído com o essencial da festa: a filha ou o filho que dão sentido a tudo... para além de qualquer Bimby.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

E Costa no castelo com Seguro


Para terminarem a beber


António Costa, presidente da Câmara de Lisboa e mais uma vez putativo candidato à líderança dos socialistas, tanto se encontrou para trabalhar Seguro que acabou por desistir de se candidatar a líder do PS contra o Tó Zé. Ambos anunciaram uma solução de entendimento, por não fazer qualquer sentido, no actual contexto, uma candidatura alternativa a secretário-geral. Não estamos certos. Da parte de Seguro foi anunciado que sendo reconduzido na liderança, será por essa via o candidato do PS a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas. Quanto a Costa, ao mesmo tempo que deixou o caminho livre ao secretário-geral, deu os parabéns ao líder e manifestou disponibilidade para continuar a trabalhar para que o partido tenha o melhor resultado possível nas eleições autárquicas, europeias e legislativas.

Como tantas boas cabeças fizeram questão de salientar, António Costa não deixa repetir as suas investidas para liderar o Partido Socialista, com avanços e recuos que só lhe retiram espaço para futuras tentativas. Das vezes em que teve oportunidade de concretizar a candidatura, Costa reunia condições externas que lhe facilitariam o trabalho de mobilização interna das bases socialistas. Mesmo com bons sinais, repetiu desistências que mal se compreendem e não são habituais nas lideranças fortes. E de pouco servem justificações de procura da unidade, apenas em torno de estratégias supostamente fortalecidas.

Decorrendo as movimentações como decorreram, uma coisa é a “indolência tropical” que sempre tem afectado as apostas políticas de António Costa, outra coisa é o “fantasma de Sócrates”. A ninguém tem passado despercebida a recente agitação da “tralha socrática” no quartel general socialista. Pelo que se tem observado, pode fazer todo o sentido para os fiéis do "Zé de Paris", ver Costa com outro compromisso político, para além da presidência da autarquia lisboeta. Na liderança do PS, arriscaria ser primeiro-ministro nas próximas eleições. Livre do comando dos socialistas, teria todas as condições para ser candidato à Presidência da República. A questão é saber o que convém ao nativo africano e aos seus adversários. Na perspectiva dos socráticos, onde será melhor ter ancorado o "Cargueiro Costa", quando o "Afrancesado Zé" resolver voltar? Se calhar nem eles sabem.   

e pra tudo se acabar na quarta-feira



Mas hoje é o Dia Mundial da Rádio 
(ah esse fraquinho de que poucos sabem) 


Porque continua a ser importante ainda merece a comemoração


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Outros Carnavais









Há quem renuncie por falta de forças...



...e quem sonhe chegar ao Vaticano.



Macário Correia diz que se vai manter em funções na Câmara de FaroIsaltino Morais apresentou última reclmação antes da pena transitar em julgado

Macário Correia recusa abandonar funções invocando nulidade do processo. Isaltino Morais procura travar a pena com recurso atrás de recurso.






55ª edição dos prémios Grammy
  
Os britânicos Mumford & Sons conquistaram o prémio de melhor álbum do ano com 'Babel'. A melhor gravação de 2012 distinguiu Gotye com o tema 'Somebody That I Used To Know'. A banda nova-iorquina Fun conquistou o galardão para melhor novo artista. Foram estes os grandes vencedores nas três categorias principais de mais uma edição dos prémios norte-americanos da música.




Ben Affleck, realizador de 'Argo', vencedor de prémio para Melhor Filme


Ben Affleck, realizador de "Argo", premiado  pela melhor realização e pelo melhor filme. 

O filme 'Argo' venceu mais uma etapa na caminhada para os Óscares, ao arrecadar o galardão atribuído pela Academia Britânica de Cinema e Televisão para o Melhor Filme, e ainda ofereceu a Ben Affleck o prémio de Melhor Realizador, tendo também arrecadado a distinção para Melhor Montagem.
Nos últimos quatro anos seguidos, e em cinco dos últimos dez, o filme galardoado com o Bafta recebeu também o Óscar, o mais importante galardão da indústria cinematográfica, o que coloca o drama passado em 1980 e que conta a história do resgate de seis diplomatas norte-americanos do Irão numa posição privilegiada para lutar pelo Óscar.
Produzido pelo actor George Clooney e Gran Heslov, "Argo" deixou para trás o filme "Lincoln", que se ficou pelo prémio Bafta para melhor actor, graças ao desempenho do britânico Daniel Day-Lewis. O filme realizado por Steven Spielberg era o mais nomeado nos prémios da academia britânica.
A actriz francesa Emmanuelle Riva, de 85 anos, arrecadou o prémio Bafta para melhor atriz, pelo seu desempenho no filme da autoria de Michael Haneke, "Amour", que também levou para casa a distinção de melhor filme estrangeiro.

Lista completa dos premiados da 66.ª edição dos Bafta, prémios da Academia Britânica para as Artes do Cinema e da Televisão (BAFTA) entregues na cerimónia realizada em Londres: 

Melhor Filme: "Argo"
Melhor Filme Britânico: "Skyfall"
Melhor Realizador: Ben Affleck ("Argo")
Melhor Argumento Original: Quentin Tarantino ("Django Libertado")
Melhor Argumento Adaptado: David O. Russell ("Silver Linings Playbook")





Depois de longa ausência no encerramento de competições desportivas, o Rei de Espanha aparece na final da Liga de Basquetebol realizada na cidade basca de Vitória, para na sua entrada e quando soou o hino espanhol, ouvir disto.




Ativista do Femen protesta na nave da catedral de Notre-Dame de Paris


"Feministas celebram saída do Papa em Notre-Dame"
Acabam de obter licença para vestir calças e já tiram a camisa 




Tempestade "Nemo" já fez sete mortos nos EUA


"Tempestade de neve provoca caos nos EUA"
Há alguns anos a isto chamava-se Inverno







segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Regresso da TV Rural


TV RURAL, TV CRISTAS, TV RELVAS...


"O parlamento perdeu um dia a aprovar a "sugestão" da maioria ao governo para impor à RTP um programa como o defunto "TV Rural". O parlamento propõe, portanto, uma ilegalidade, dado que o governo não pode intervir às claras na programação da RTP (só às escuras). A bronquice é total, quando o parlamento é a única entidade pública que tem um canalzinho de TV só para si: bem que podia lá meter a sua "TV Rural". Propor um programa previsivelmente "TV Cristas" é do arco-da-velha: de hoje para amanhã, todos os ministros querem o seu programinha. Foi por causa desta sofreguidão política de estar na TV que eu propus que o governo tivesse o seu próprio canal. Os outros canais folgavam as costas, a começar pela RTP. " Eduardo Cintra Torres



Os nossos parlamentares, quando resolvem propor, surpreendem mais que as galinhas. Do que se haviam de lembrar. Voltamos aos mercados e regressamos aos campos. De volta à vida rural, mais a lavoura, mais o esterco, mais quem tudo isso faz. É da cultura do amanho da terra que se trata, com arados e enxadas. Depois a poda para fazer, o oídio para combater, a pinga para bober. Oxalá também haja abrigos, com moçoilas trigueiras, para satisfação completa dos rústicos.
E outras coisas para regressar, não haverá? a Cornélia ou o Topo Gigio, por exemplo. Começar pela TV Rural, nada mau.


VERSÃO  ORIGINAL



VERSÃO  ACTUALIZADA

domingo, 10 de fevereiro de 2013

"La France en culottes"



Conquistas que só podiam ser francesas

Dois séculos depois, as francesas conquistaram esta semana o direito a usar calças compridas, sem quaisquer restrições. Foi abolida a lei instaurada em 1800, logo após a Revolução Francesa, que exigia a mulheres que se quisessem vestir como homens que pedissem autorização à polícia. Para a ministra francesa dos Direitos da Mulher, Najat Vallaud-Belkacem, essa legislação não era compatível com os valores actuais do país. As mulheres da França lutavam por este direito desde a Revolução Francesa e na viragem do séc.XX, a arcaica norma sofreu uma emenda, permitindo que as mulheres pudessem, finalmente, usar calças. Mas com uma condição: "Se estiverem a segurar o guiador de uma bicicleta ou as rédeas de um cavalo". Recorde-se que em maio do ano passado, a ministra da Habitação, Cécile Duflot, foi criticada por usar calças de ganga durante a primeira reunião do gabinete do Presidente François Hollande. Meses depois, antes de iniciar um discurso na Assembleia Nacional, Duflot foi alvo de assobios e 'bocas' por parte de políticos, por estar a trazer um vestido floral... “Vive la France, toujours”.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Dos cortes às poupanças é muito longe?



Governo prepara programa de poupanças

O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro reafirmou, este sábado, que o Governo espera apresentar na sétima avaliação da 'troika', ainda em fevereiro, um programa de "poupanças" de quatro mil milhões de euros. "Temos de conseguir preparar, para a sétima avaliação, um número de medidas e de opções que nos permitam poupar e é nesse sentido que estamos e vamos continuar a trabalhar para conseguir chegar com empenho ao que todos sabemos que está no memorando de entendimento, que é uma poupança de quatro mil milhões de euros". Carlos Moedas respondia a perguntas dos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros, que terminou ao fim de seis horas e meia e na qual foi discutida, "como em outros conselhos de ministros", a "reforma do Estado" e as medidas de "poupança estrutural na despesa" que serão apresentadas na sétima avaliação do programa de assistência financeira, no final do mês. O secretário de Estado recusou adiantar "detalhes" sobre as medidas a tomar ou fazer "comentários específicos" sobre qualquer "especulação" e destacou o "trabalho extraordinário" de todos os ministros e de todas as equipas.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Muito menos Estado


Se o futuro de Portugal tanto depende da ruptura com o Estado, com quem poderemos contar para remover esta paralisante dependência? Se somos um País viável não temos mais tempo.


Martim Avillez Figueiredo in Expresso


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ambições à medida





O Álvaro (Santos Pereira, ministro da Economia) também é um sujeito capaz de surpreender. Persistente e paciente, pouco dado a formalismos, não deixa de aproveitar as boas ocasiões para cultivar a piada, mesmo quando se trata de coisas sérias. Apesar de, com esse seu jeito descuidado, muito irritar o indígena pacóvio com gosto pelas solenidades.
Talvez inquieto com o inconformismo que ainda medra no seio da “tralha socrática” e de muitos outros com a mania das grandezas, resolveu recuperar esse grande desígnio nacional que é o TGV. Quando menos se esperava, anunciou ser uma preocupação do Governo reactivar a ligação em alta velocidade entre Lisboa e Madrid. Um projecto a retomar com a renegociação dos fundos estruturais da CE. Mesmo que pouco se saiba sobre o projecto a concretizar e com que fundos contar, parece cheirar a dinheiro.
Com esta sensação de que afinal há túneis e há luzes ao fundo, porque não, desde já, imaginar muita gente a ver comboios a 200, 300, 400 km/h… Vai daí, foi ver televisões, rádios e jornais, cada um a palpitar sobre variados projectos de obra, de emprego, de progresso, de interesses, menos de juízo. Mas como ainda agora começa o carnaval, não faltará matéria para discutir e gracejar, sobre planos, compromissos, contratos, até à solução final. De mais esclarecimentos sobre o tema não vale a pena ficar à espera. Basta que sosseguem e sonhem todos os saudosos desta grande ideia.  Apesar de ainda vir longe a fase de estender os carris, haja esperança. Do resto, trata o Álvaro, nem que precise de voltar pro Canadá.         

A propósito de frivolidades. Alberto Gonçalves

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

E as trapalhadas não terminam




O primeiro  ministro ou o ministro da Economia deviam ter evitado esta situação embaraçosa, criada com a escolha do novo membro do Governo. A nomeação de Franquelim Alves para secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação não deixaria de levantar problemas, pelo simples facto de ter sido administrador da SLN/BPN, domínio onde se concretizou a maior fraude financeira do País. Independentemente do perfil pessoal que possa ter, da moral irrepreensível e da competência demonstrada, é uma pessoa ligada a um crime que a todos os portugueses diz respeito. Do seu curriculum sempre fará parte essa mancha, mesmo que nunca venha a ser responsabilizado criminalmente. Bem pode agora o ministro Santos Pereira atestar a sua dedicação à causa pública e protestar contra a perseguição a que tem sido sujeito, uma vez que não deixou de informar sobre o que verificou na passagem pelo banco desaparecido. Tal como de pouco vale reiterar que não houve intenção de esconder informação e que tudo se fez com transparência no processo da sua nomeação. Agora, a saída possível é não ceder aos excessos inquiridores dos parlamentares, mesmo que seja impossível evitar as persistentes e repetidas suspeições  O que não devia ter acontecido era o convite para fazer parte do Governo. Ou seja: não havia necessidade. Paulo Pinto Mascarenhas


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Política que tresanda



Em maré de regressos, é a volta ao "mercado dos caciques" mais a norte, para os lados de Leixões.
Desde o malfadado dia em que sucumbiu um destacado político (de boa memória) em plena refrega eleitoral, jamais Matosinhos deixou de nos surpreender, nas lutas políticas para eleições. Quando toca a entusiasmos e exaltações, continua a ser o grande estandarte do PS, o ex-libris dos socialistas em ombros. Em matéria de intriga, deslealdade, traição, sacanagem, sempre capricham. No que toca à parvoíce e à estupidez é privilégio apenas de alguns pacóvios.
Por falar em disparates: porque não o regresso ao mercado de frescos com o visto do senhor de matosinhos?


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Estado da asfixia


Em que tipo de reforma do Estado se acredita verdadeiramente? Em nenhuma reforma. Apenas permanece a crença no esquecimento dessa ideia extravagante de reformar. Para que nos reste o Estado vigente, ocupado pelo colectivo que o domina. 
Como nos satisfaz enganar e viver enganados. 


Rui Ramos in Expresso

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Domingo de tanta maçada



No Rato quem é que pariu alguma coisa? Paulo Baldaia

Marinho Pinto ameaça demitir-se da Ordem

Estertor encarniçado ou vou ali e já volto? João Marcelino 


E não somos um país de sem-abrigo? Nuno Saraiva


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Porque hoje é sábado



E UM ELOGIO À MATERNIDADE:

A barriguinha da Assunção

Cara Assunção Cristas, quero muito dizer-lhe uma coisa: estou que nem posso com a sua barriguinha. Confesso que não era um grande fã seu, mesmo depois daquele aperto de mão firme na Capela do Rato, mas agora V. Exa. até me deixa as pernas bambas. Porquê? Neste momento lunar da nossa história, a face solar da pátria está na sua menina (espero que seja menina). Se calhar, a minha cara amiga não terá consciência disso, mas a sua gravidez é um símbolo de coragem para milhares de portuguesas e um sinal de esperança para todos os portugueses, mesmo para aqueles que tiveram a infelicidade de nascer com o cromossoma Y banhado em testosterona. “Símbolo de coragem?”, pergunta V. Exa. um pouco espantada. Sim, coragem. Já perdi a conta ao número de amigas que me dizem “Henrique, no meu trabalho sou pressionada para não engravidar”. No sector público e no sector privado, as nossas jovens recebem ameaças implícitas ou explícitas neste sentido. Parece que a gravidez é lepra laboral. Pior: num país com metade do PIB mundial da indignação, ninguém parece muito interessado neste pormenor. Ante este bullying antibarriguinha, já percebeu porque é que a sua gravidez é um símbolo de coragem? (...)

Henrique Raposo - EXPRESSO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Corrupção instituida



Nos períodos de dificuldades financeiras, surgem renovadas preocupações com a corrupção, sobretudo nos países mais afectados pelas crises. No último relatório internacional do final do ano, sobre a percepção da corrupção mundial, Portugal e Espanha repetem habitual presença entre os últimos países da zona euro. Esta classificação tão pouco abonatória dos países ibéricos, coincide também com particulares movimentações pela transparência que agitam os dois países, mas com significativas diferenças na forma de combate adoptada.   

Em Espanha, não há comunidade autónoma onde não decorram acções judiciais contra numerosos acusados de corrupção. Políticos nacionais e de província; governantes regionais e municipais; empresários e profissionais de todos os ramos; artistas de dotes vários no desporto ou no espectáculo; familiares ou amigos e protegidos pelo poder; figurantes da realeza soberana e terratenente; de tudo sem escapar classe impoluta. Há centenas de envolvidos e detidos em quantidade, de todas as regiões e castas políticas. Com várias línguas e tradições, da Catalunha à Andaluzia, medraram na abundância e com todos os meios, as melhores condições para a expansão dos corruptos. Agora, é a influente e agressiva imprensa que se dedica à desmontagem da teia de interesses que contaminou todos os sectores apetecíveis. Louvável o trabalho de investigação e denúncia desenvolvido pelos principais jornais da capital espanhola. 

Em Portugal, ninguém se dedica à coisa com entusiasmo ou dedicação. Ou por estarem convencidos ser tarefa condenada ao fracasso, ou por recusarem perder as suas oportunidades de beneficiar, ou simplesmente por ser uma maçada. Só se repetem acusações do tipo: são todos uns corruptos ...os outros. Depois não falta quem se admire de vivermos no manhoso sítio da impunidade, com tantos dispostos a pactuar com corruptos. Veja-se o que decorre da promiscuidade entre os negócios e a política: um desrespeito absoluto pelo Estado de direito, com violação de leis e desobediência aos tribunais, nas poucas irregularidades detectadas. Com exemplos destes, é possível convencer o cidadão incrédulo da eficácia da luta contra a fraude e do interesse do poder no combate da corrupção? É melhor perder a esperança de alguma vez ver punido qualquer corrupto que pudesse servir de exemplo. Apesar de tão perto e tantas coisas em comum, como  estamos distantes de Espanha no combate destes crimes. 

A corrupção que se estabeleceu e enraizou em países como Portugal, com um modelo de Estado interventor e protector, pesado no funcionalismo e na burocracia, jamais será combatida com eficácia pela máquina estatal onde se desenvolve a calamidade. Não se esqueça da forma como a política se financia e como tantos organismos dependem em exclusivo do Estado. Apesar de sempre se remeter para o Estado a obrigação de fiscalizar casos de fraude em todos os domínios onde interfere, os agentes dessa fiscalização são os que dão vida ao principal organismo corrupto. Todos à espera de um absurdo: do êxito no combate à corrupção patrocinado por corruptos. Uma velha e fracassada tese que acções de tantos países contrariam. Exemplos: os tradicionais casos de muita transparência e pouca fraude dos países nórdicos estão associados a práticas cívicas de raiz cultural; a Nova Zelândia é outra experiência de boa organização territorial prestigiada pela transparência; o Estado asiático melhor cotado é Singapura com uma economia dirigida pelo mercado; nos países sulamericanos o melhor exemplo é o Chile onde o Estado nem apoia nem dificulta e a administração funciona. A maioria dos restantes são exemplos pouco recomendáveis. Se houver interesse em combater a corrupção é inútil deixar essa luta nas mãos do Estado.